Empresário condenado teve detenção convertida em prestação de serviços à comunidade

Costa Norte
Publicado em 22/07/2016, às 17h28 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h20

- Costa Norte


*Foto arquivo pessoal José Beraldo, advogado que cuida do caso relacionado à morte da menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, atropelada por uma moto aquática em 2012, na praia do Guaratuba, pedirá aumento da pena do proprietário da embarcação, o empresário José Augusto Cardoso Filho. Em março deste ano, o réu foi condenado a uma pena de dois anos e quatro meses de detenção, convertida em prestação de serviços à comunidade.

O advogado comentou que a condenação foi tratada como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, porque a Justiça equiparou a acidente de trânsito, quando ocorrido por embarcações como, no caso, o jet-ski. “Em que pese eu já estar satisfeito porque a Justiça foi aplicada [...], agora eu estou buscando através de recurso o aumento da pena, porque eu gostaria que ele refletisse principalmente quando houve a omissão de socorro; que ele possa refletir no cárcere a sua conduta”.

Além de proprietário, o empresário teria ordenado a condução do jet-ski à praia ao caseiro Erivaldo Francisco de Moura, o Chapolin, condenado pela morte de Grazielly em 2015. A embarcação que atingiu a menina foi conduzida pelo afilhado de José Augusto, um adolescente de 16 anos, na época.



Segundo informou o advogado, no dia 12 de agosto, às 13 horas, será realizada uma audiência de indenização no Fórum de Bertioga. O valor pedido por danos morais é superior a R$ 11 milhões. José Beraldo afirmou: “Eu terei que aparecer fortemente protegido com escolta, porque eu venho recebendo ameaças de morte, mas eu não temo porque eu tenho em primeiro lugar Deus e a Justiça a meu lado”.

O acidente

A menina Grazielly Almeida Lames foi atropelada por uma moto aquática em alta velocidade, no dia 18 de fevereiro de 2012, quando brincava na faixa arenosa da praia, com a mãe. A família, residente no município de Artur Nogueira (SP), estava em férias em Bertioga.



Tanto o adolescente que conduziu o jet-ski, e fugiu do local, quanto o empresário José Augusto e o caseiro Erivaldo não prestaram socorro à menina. Grazielly foi resgatada pelo helicóptero da Polícia Militar, mas chegou sem vida ao hospital. Em outubro do ano passado o caseiro Erivaldo foi condenado a um ano e dois meses de detenção em regime aberto.