Confronto com a PM deixa dois mortos e um preso após latrocínio em Bertioga

Quadrilha suspeita de matar turista em Bertioga foi localizada em Cajamar, na Grande SP; quarto suspeito conseguiu fugir e uma mulher foi ouvida

Lenildo Silva
Publicado em 08/10/2025, às 17h01

Quarto envolvido conseguiu fugir da ação policial - Reprodução


Dois suspeitos de envolvimento na morte do turista Márcio Xavier, de 53 anos, foram mortos em confronto com a Polícia Militar, na noite de terça-feira (7), em Cajamar, na Grande São Paulo. O crime ocorreu durante assalto na praia da Enseada, no bairro Indaiá, em Bertioga, no litoral de São Paulo.

Um terceiro homem foi preso em flagrante e confessou participação no crime. Já o quarto integrante da quadrilha conseguiu fugir e é procurado pelas forças de segurança.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Cajamar, equipes do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) receberam informações do serviço de inteligência sobre o paradeiro dos quatro suspeitos. Ao chegarem à residência localizada na rua Macunaíma, no bairro Polvilho, foram recebidos a tiros pelos criminosos.



Os suspeitos João Gabriel Ferreira Lima e Gabriel Andrade Menezes, ambos de 21 anos, reagiram à abordagem e foram baleados após atirarem contra os policiais. Segundo o documento, eles ainda foram socorridos, mas morreram em unidades de saúde da região. Com os dois, foram apreendidas pistolas calibres .380 e .40, ambas com numeração raspada.

Durante a ação, o terceiro suspeito, de 26 anos, foi preso e confessou ter participado do assalto que terminou com a morte de Márcio Xavier, no domingo. O quarto envolvido conseguiu escapar por área de mata e é procurado. Dentro da casa, os agentes encontraram porções de cocaína, maconha, crack e ecstasy, além de R$ 1.984,20 em dinheiro e outras evidências do crime.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a quadrilha foi enquadrada em crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, resistência, posse ilegal de arma de fogo, associação criminosa, tentativa de homicídio e morte decorrente de intervenção policial. A perícia técnica foi acionada para analisar o local e as armas utilizadas.



Investigação

Em Bertioga, a investigação sobre o assassinato do turista avançou após a análise de celular apreendido no local do crime, no domingo, conforme registrado no boletim de ocorrência obtido pela reportagem.

A dona do celular, uma mulher de 31 anos, compareceu à Delegacia de Bertioga acompanhada por policiais da Força Tática de Guarujá e foi ouvida na condição de testemunha. Segundo apurado, ela disse que se relacionava com João Gabriel, suspeito morto em confronto policial.

A Polícia Civil atua agora em duas linhas principais: a análise do conteúdo do celular, que pode revelar o planejamento e a comunicação do grupo, e a busca pelo suspeito foragido.



Turista morto

Márcio Xavier, de 53 anos, foi baleado no rosto após ser abordado por quatro homens em bicicletas, quando deixava a praia ao lado da mulher e dois amigos. O grupo teve pertences e alianças roubados antes da fuga dos assaltantes.

No dia seguinte ao crime, o 21º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I) e a prefeitura de Bertioga, no litoral de São Paulo, divulgaram nota pública lamentando a morte do turista. A corporação classificou o crime como ação “covarde” e expressou solidariedade à família da vítima.

Segundo o comunicado, o batalhão "mobilizou imediatamente força total desde o ocorrido", e informou que as equipes estão nas ruas em "busca incessante na captura dos criminosos".



A nota ainda destacou que a segurança e a tranquilidade de Bertioga são prioridades inegociáveis da corporação. A PM reforçou o pedido para que a população colabore com informações anônimas pelos telefones 190 e 181.

Por sua vez, o prefeito de Bertioga, Marcelo Vilares, repudiou o crime e afirmou que a administração municipal se reuniu com o comando da Polícia Militar e com a Polícia Civil para cobrar "ações imediatas" afim de identificar e prender os envolvidos. O chefe do Executivo destacou que a cidade recebeu reforço da Força Tática e do Baep, além do apoio da Guarda Civil Municipal.

Vilares afirmou que a segurança pública é uma responsabilidade compartilhada, e que a prefeitura tem solicitado de forma contínua o aumento do efetivo policial na cidade. "Reforçamos junto ao comando da Polícia Militar da Baixada Santista a necessidade urgente de ampliar o contingente em Bertioga, uma demanda constante de nossa gestão", afirmou.



O prefeito também manifestou solidariedade à família e aos amigos da vítima. "Minha solidariedade à família e aos amigos da vítima neste momento de dor. Seguiremos trabalhando com firmeza para garantir uma cidade cada vez mais segura para todos", completou.

As investigações seguem em andamento pela Polícia Civil de Bertioga. Enquanto isso, equipes da PM, Baep e Guarda Municipal continuam em patrulhamento reforçado nas principais vias e praias do município, em busca dos criminosos envolvidos no assassinato.

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