Comoção e tristeza no enterro de GCM baleado

Costa Norte
Publicado em 23/12/2016, às 10h56 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h35

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Foto: JCN

A tristeza dos amigos e familiares de Nilton Cesar Inácio, 47, marcou a quinta-feira, 22. O guarda civil municipal foi baleado em 14 de novembro, enquanto trabalhava no Forte São João. Inácio foi internado da unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Ana Costa, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na quarta-feira, 21.

O enterro ocorreu no cemitério de Bertioga com grande comoção de pessoas da cidade e da região. Guardas civis municipais de Praia Grande, Guarujá, Santos e Mauá vieram prestar homenagens, além de policiais militares e ambientais, representantes da Defesa Civil, o prefeito Orlandini e vereadores da cidade.



Os CGMs de Bertioga fizeram um minuto de silêncio e posição de sentido em tributo ao amigo. Nelson Menezes, amigo e colega de trabalho há 23 anos, lamentou: “É uma perda irreparável, não só para a Guarda, como para a cidade. O Nilton era prestativo, uma pessoa de bom coração que, acima de tudo, estava voltado para a corporação. O nosso coração foi junto com ele".

O comandante da GCM, Naércio Silvestre, lembrou que Nilton era um excelente profissional. "Ele era prestativo e estava sempre à disposição da corporação. Lamentável". Silvestre também destacou que o ocorrido servirá de aprendizado para os guardas. "Nós já estávamos implantando novas ações quando o crime aconteceu. O trabalho em duplas era uma delas, mas ainda estava no planejamento. Foi uma fatalidade".

O caso



Inácio cumpria seu turno no Forte São João, por volta das 10 horas da manhã, do dia 14 de novembro passado, quando foi surpreendido por dois bandidos que lhe roubaram a arma e atiraram nele antes de fugirem. Este foi o primeiro crime contra a GCM de Bertioga, após o armamento dos guardas, no fim de setembro. Um dos criminosos foi identificado; é menor de idade e está foragido. As investigações da polícia civil seguem para encontrar o segundo suspeito.