CPFL Piratininga registrou 881 interrupções de energia na Baixada Santista em apenas cinco meses; uso de cerol matou motociclista na região
Redação
Publicado em 27/07/2026, às 11h16
Com as férias escolares, a tradição de soltar pipa retorna com força, mas a diversão vira tragédia quando ocorre perto da rede elétrica. Na Baixada Santista, a CPFL Piratininga registrou 881 interrupções de energia de janeiro a maio deste ano por causa do brinquedo.
Os dados apontam um aumento alarmante em algumas cidades. São Vicente teve um salto de 101% nas ocorrências no período, enquanto Praia Grande marcou alta de 5%. Santos seguiu na contramão, com 22 casos e queda de 5% em relação aos mesmos meses do ano passado.
O uso de cerol e da linha chilena torna a prática ainda mais letal. Além de cortar cabos de alta tensão e prejudicar o fornecimento de luz, os materiais tiram vidas de inocentes no trânsito.
Um caso recente na região exemplifica a gravidade do problema: um motociclista de 21 anos morreu em São Vicente após ter o pescoço atingido por uma linha com cerol.
O gerente de operações da CPFL Piratininga, Josias Souza, orienta a população a buscar espaços amplos.
A recomendação é soltar longe da nossa rede de energia. Aqui na Baixada temos bastante lugar aberto, como a praia, praças e campos", detalha o especialista.
Souza reforça uma regra vital: se a pipa enroscar nos fios, a pessoa jamais deve tentar retirá-la. O ato de puxar a linha pode romper os cabos e provocar descargas elétricas instantâneas e fatais. A orientação correta é abandonar o objeto e acionar a concessionária em caso de cabos rompidos no solo.
Para combater o problema na raiz, a empresa promove o programa Guardião da Vida. A iniciativa leva palestras, demonstrações práticas e orientações de segurança para dentro das escolas, com foco na proteção de crianças e adolescentes.
*Com informações do jornalista Alex Castro, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.