Bombeiro evita roubo e captura ladrão no Guarujá

Meliante puxou a bolsa de uma senhora de 64 anos, que caiu e sofreu lesões em várias partes do corpo. Vítima mora há 15 dias na cidade

Eleni Nogueira
Publicado em 17/10/2019, às 11h20 - Atualizado em 23/08/2020, às 20h31

Crime ocorreu na avenida Dom Pedro I - Reprodução/Google Maps


Em seu dia de folga, um policial militar do Corpo de Bombeiros, evitou um roubo ao perseguir e capturar um bandido que acabara de arrancar a bolsa de uma senhora de 64 anos. No ataque, ela chegou a cair e sofreu lesões na mão direita, no joelho, punho e ombro esquerdos. A ocorrência foi às 13h24, de terça-feira, 15, na avenida Dom Pedro I, Cidade Atlântica, no Guarujá.

A vítima, Vera Lucia Arruda, que mudou-se para a cidade há 15 dias, vinda de Uberaba, Minas Gerais, caminhava pela avenida quando um homem à pé puxou a sua bola; para efetuar o roubo, ele ainda empurrou e jogou a vítima no chão. Neste mesmo momento, um oficial bombeiro, à paisana, passava de carro pelo local e viu toda a ação. Ele saiu do veículo para realizar a abordagem, mas o bandido tentou fugir e foi perseguido. Foram, aproximadamente, 15 metros de corrida, até a captura. Ele recuperou a bolsa, que continha documentos, um cartão bancário e um celular, e a devolveu para a vítima.

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O bombeiro solicitou apoio e, juntamente com outros dois policiais militares, conduziram Vera Lucia até o PS UPA Rodoviária, onde foi atendida por conta das lesões, em decorrência da queda, e o meliante, de 21 anos para a delegacia, onde foi preso em flagrante. 

Vera Lucia Arruda, contou à nossa reportagem que foi um momento terrível e que  na hora se sentiu desamparada. "Para uma pessoa que mudou para cá, há 15 dias, foi muito ruim. Me senti totalmente desamparada, sem conhecer ninguém, sem amigos".

Mas, a ação do policial a confortou: "Acho que a gente tem um anjo da guarda que cuida da gente e ele estava no lugar certo, na hora certa". Ela também citou a solidariedade dos moradores vizinhos  do local: "Eles me deram água, desceram cadeira para eu sentar. A solidariedade e a educação deles e das pessoas que me atenderam, tanto os policiais, quanto na delegacia e no posto de saúde, tudo muito rápido, foi um conforto".



Sobre a experiência que viveu ela disse: "É chocante. Eu estava em uma avenida movimentada, cheia de gente. Nunca imaginei que isso ia acontecer comigo, mas aconteceu, já passou. Agora é ter mais cuidado, ficar mais atenta. Foi um aprendizado". Sobre a cidade, ela disse que pretende ficar.