Bertioga tem novo delegado titular

Wanderley Mange de Oliveira afirmou que dará continuidade ao trabalho realizado nos últimos dois anos

Da Redação
Publicado em 14/07/2018, às 07h17 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h05

- JCN


O delegado Wanderley Mange de Oliveira foi nomeado, no dia 2 de julho, para a titularidade da Delegacia de Polícia de Bertioga. Após o período de transição entre as equipes, ele assumiu o cargo na quarta-feira, 11, e prometeu dar continuidade ao trabalho realizado pela equipe do delegado Sergio Lemos Nassur nos últimos dois anos. Com 26 anos de profissão, ele já foi diretor de cadeia, delegado de Trânsito e também da Delegacia da Mulher. 

Há quanto tempo o senhor trabalha na Polícia?

Eu ingressei como delegado de Polícia em 1992. Minha primeira comarca foi Queluz, que é divisa de São Paulo com Rio de Janeiro. Como eu sou nascido em Cubatão, de Queluz eu fui para Cubatão, onde trabalhei até 2001, quando fui para o Guarujá e fiquei até 2005. Depois fui para Santos, onde fiquei como delegado de Trânsito. Em 2009, voltei para Cubatão e fiquei até 2017. Logo após fui para Praia Grande e agora estou aqui em Bertioga.



Por que decidiu entrar para a Polícia?

Eu fui estagiário do Ministério Público, no quarto e quinto anos de faculdade e atuei muito na área criminal. Comecei a ver o trabalho da polícia nos inquéritos e pensei: Acho que vou ser delegado. Prestei o concurso. Me formei na faculdade em 1991 e em abril de `1992 eu já era delegado de polícia. Hoje, sou da primeira classe, estou quase no fim da carreira. Já fui atuei como diretor de cadeia, delegado de trânsito, delegado da mulher e dou palestras sobre violência doméstica. Não sei se eu escolhi a polícia ou ela me escolheu. 

Qual a sua linha de trabalho? É possível traçar isso?



Nós (Polícia) temos duas frentes muito importantes. Uma é exatamente a atividade fim da polícia, que é o combate à criminalidade, principalmente, o tráfico de drogas, porque o consumo de drogas é a grande porta para os outros delitos. Vemos que todos os outros crimes, na grande maioria, estão atrelados ao tráfico. Geralmente, o assaltante pratica o crime contra o patrimônio, justamente para conseguir renda para comprar entorpecente e, muitos que hoje traficam, fazem isso para financiar o próprio vício. Então, o combate à criminalidade é a primeira frente de trabalho. Minha segunda grande preocupação como delegado é o bom atendimento ao público. Ninguém vem aqui na delegacia porque não tem o que fazer em casa, ou para nos abraçar porque o filho acabou de nascer ou porque a noiva aceitou o pedido de casamento. As pessoas vêm até a delegacia quando estão em um momento de angústia e aflição. Às vezes, porque perdeu o RG, a placa do veículo caiu ou até um acidente de trânsito onde se perdeu um parente, um amigo,  ou uma mulher que foi vítima de estupro, um crime violento. Essa vítima precisa ser, no mínimo, bem acolhida aqui. Em muitos casos, não conseguimos apresentar a solução do problema, mas acho que esse acolhimento é muito importante. A vítima tem que entrar aqui e sentir que vai ser bem amparada. Ela não pode ser vítima do bandido lá fora e vítima da polícia. Meus dois grandes motes são esses.

Qual a sua expectativa aqui na cidade?

Eu já estou procurando casa para morar. Atualmente, eu resido em Cubatão, são 60km todos os dias. A minha ideia é morar na comarca, viver Bertioga e participar da vida da cidade. O que eu ouço daqui é que oferece uma boa qualidade de vida e extremamente pacífica.Tivemos uma reunião dos delegados titulares de município, na quarta-feira, e a cidade apresenta um dos mais baixos índices de criminalidade na região. O doutor Sergio Nassur zerou o número de homicídios no mês de junho deste ano, comparado a 2017. Eu tive uma reunião com o prefeito e falei o seguinte: eu não tenho vaidade nenhuma, a única coisa que eu espero é que vocês não sintam saudade do delegado que foi embora, porque quero, no mínimo, manter a qualidade do trabalho que a Polícia Civil vem oferecendo na cidade. Eu trouxe de fora três investigadores bastante experientes. O meu chefe dos investigadores foi chefe também no Guarujá durante três anos. O chefe de escrivães está na polícia há 25 anos. Estamos formando uma equipe para fazer o melhor pela Polícia Civil de Bertioga e para Bertioga.