Autor do homicídio trabalha como vigia em uma empresa que presta serviço para o Juizado Especial Federal, em São Paulo.
Da Redação
Publicado em 31/07/2018, às 09h35 - Atualizado em 24/08/2020, às 03h48
Marcos Ferreira da Silva, 32 anos, que no início da noite de domingo, 29, na praia da Enseada, trecho de Vista Linda, em Bertioga, alegou legítima defesa durante depoimento à polícia. Segundo o autor, populares envolvidos na briga teriam cercado ele e sua família, e passaram a jogar objetos em direção ao veículo que estavam. O autor não possui passagem pela polícia.
Durante o depoimento, o assassino contou que ele e a família vieram passar o dia na praia, e após beber cerveja, um de seus parentes pegou a placa de sinalização do bombeiro, e trouxe junto à eles no quiosque onde estavam. Ainda de acordo com o indiciado, a autoridade os abordou de forma ríspida, o que ocasionou a agressão por parte do cunhado de Marcos, Carlos Cesar Costa da Silva, contra o bombeiro.
Ainda, na delegacia, ele afirmou não ter participado da briga, por isso, "pegou sua família e foi até o seu carro, quando foram cercados por vários rapazes". Assustado, ele teria pego a faca que estava na lateral do carro, e "na muvuca, acabou desferindo dois golpes de faca no que estava na frente". Marcos também afirmou ser atingido por pedradas, antes de entrar no carro e fugir. Ele foi encontrado pela Polícia Militar Rodoviária na Mogi-Bertioga, e Carlos, no Portal do Indaiá. Ambos foram presos em flagrante. Marcos responderá por homicídio simples, e seu cunhado, por lesão corporal e desacato. Apesar de negar envolvimento na briga, os dois acusados foram reconhecidos pelo bombeiro como seus agressores.
Briga
Gerson Barbosa, de 39 anos, morador de Mogi das Cruzes foi esfaqueado após tentar ajudar um bombeiro, que havia sido agredido pelo autor do homicídio e um outro homem. De acordo com o boletim de ocorrência, o bombeiro estava a serviço no local, quando observou que a placa de sinalização de alerta de perigo fora retirada e estava entre um grupo de banhistas. Ele tentou explicar aos turistas que a placa não poderia ser retirada, entretanto, foi recebido de forma intimidadora. Quando informou ser policial militar e que eles o estavam desacatando, o guarda-vidas passou a ser agredido por Marcos e Carlos.
O bombeiro só conseguiu sair da briga após ser ajudado por outros banhistas, entre eles, Gerson. Ele voltou ao posto para pedir uma equipe de apoio e, quando estava retornando para o local da confusão, observou que Marcos havia ido até um carro, um Peugeot, onde pegou um objeto, voltou à praia e passou a golpear Gerson. Em seguida, os agressores correram para seus carros e fugiram. A vítima foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento de Bertioga, mas não resistiu aos ferimentos.
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