Vítima foi agredida na sala de aula da escola estadual Zulmira Campos, em Santos; adolescente sofreu traumatismo craniano
Redação
Publicado em 04/10/2025, às 17h30
Um estudante de 12 anos sofreu agressão violenta por parte de um colega, durante aula na escola estadual Zulmira Campos, em Santos, litoral de São Paulo. Segundo relatos, o agressor teria aplicado golpes que deixaram a vítima inconsciente e ocasionou traumatismo craniano.
O estudante agredido recebeu socorro inicial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Santa Casa. Laudo médico aponta que o jovem sofreu traumatismo craniano, além de hematomas na testa e ao redor do olho direito.
O garoto possui o diagnóstico de Síndrome de Tourette e usa medicação controlada. O pai do aluno relatou à polícia que o filho não quer retornar à escola por causa do bullying que sofre.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso ocorreu após o agressor quebrar uma caneta, espalhar tinta e rasgar um trabalho do colega. A direção da unidade de ensino informou ao pai da vítima que o aluno agressor possui diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) nível 2.
Denys da Silva Pereira, pai da vítima, criticou a conduta da escola no momento da agressão. Ele afirmou que a direção minimizou o caso, ao dizer que "não chegou a esse ponto", e que não acionou viatura ou ambulância.
Após insistência, o pai registrou a lesão corporal na Delegacia da Infância e Juventude (Diju) e acionou o Conselho Tutelar. Ele informa que pretende ingressar com medidas judiciais contra a unidade.
Em nota oficial, a Unidade Regional de Ensino de Santos (URE-Santos) lamentou o ocorrido e repudiou a violência. O órgão informou, ainda, que os responsáveis pelo estudante agressor compareceram à escola para reunião de mediação e que acionaram o Conselho Tutelar.
Ainda de acordo com a URE, o caso entrou no programa Conviva, para intensificar ações de paz. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) confirmou o registro da lesão corporal e afirmou que as investigações do caso prosseguem.
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