Aluna de 27 anos acusa docente de 72 anos de comportamento abusivo em sala de aula; caso foi registrado na DDM e faculdade também apura denúncia
Redação
Publicado em 23/09/2025, às 11h11
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, no litoral de São Paulo, abriu investigação contra um professor universitário de 72 anos, acusado de assédio sexual contra aluna de 27 anos. Além de assédio, a vítima também declarou à polícia que o professor assiste a vídeos pornográficos em sala de aula.
A denúncia foi registrada após episódio ocorrido em sala de aula da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) Rubens Lara, no bairro Vila Mathias, na terça-feira (16). Até a publicação desta reportagem, a defesa do professor investigado não havia sido localizada.
Segundo o boletim de ocorrência, a estudante relatou que o professor teria lhe pedido que arrumasse as calças dele. O episódio teria ocorrido em meio a uma aula, na presença de outros alunos. A universitária contou ainda que o docente fez a solicitação três vezes. Ela disse que atendeu ao pedido na primeira ocasião, mas recusou nas duas seguintes.
A vítima afirmou que a atitude do professor a deixou intimidada e a fez sentir-se sexualmente assediada. Após relatar o caso à direção da Fatec, a jovem foi orientada a procurar a polícia. O boletim de ocorrência foi registrado na sexta-feira (19), e duas testemunhas corroboraram a denúncia.
No mesmo boletim, a aluna também declarou à polícia que o professor assiste a vídeos pornográficos em sala de aula e faz uso de medicamentos controlados. Ela afirmou que colegas de turma não se sentem seguras quando estão apenas com o docente na sala.
O Centro Paula Souza (CPS), responsável pela Fatec, informou em nota que acolheu a denúncia da aluna e abriu procedimento de apuração preliminar. A instituição reforçou que repudia qualquer ato de desrespeito ou assédio e que, caso haja comprovação, providências cabíveis serão tomadas.
Ainda segundo o CPS, a instituição promove ações de prevenção contra assédio moral e sexual por meio da Comissão Permanente de Orientação e Prevenção (Copams). Entre as medidas estão palestras, capacitações e campanhas informativas voltadas à comunidade acadêmica.
Por fim, a instituição ressalta que denúncias podem ser encaminhadas por alunos, professores e servidores aos canais oficiais do CPS, que incluem a Copams e a Ouvidoria da instituição.
O boletim de ocorrência foi registrado como 'não criminal', no entanto, a tipificação pode mudar conforme o avanço das investigações. Em entrevista à imprensa, a delegada Deborah Lázaro, responsável pela DDM de Santos, disse que vítima será chamada novamente para prestar depoimento detalhado. Até o momento ninguém foi preso.
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