Mudanças repentinas do calor para o frio exigem mais do corpo, alertam médicos; prevenção e atenção são cruciais para evitar quadros graves
Redação
Publicado em 19/10/2025, às 15h33
As súbitas mudanças de temperatura aumentam significativamente as chances de desenvolver doenças respiratórias. Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo alertam que a transição rápida do calor para o frio, ou vice-versa, age como um choque térmico no organismo.
Andrea Almeida, infectologista do HSPE, explica que os incômodos sentidos no corpo são sinais de alerta importantes.
Somos uma máquina que trabalha constantemente para ajustar a temperatura do corpo. Se o organismo não tem tempo hábil para se adaptar às mudanças em um curto período de tempo, a nossa imunidade começa a falhar”, afirma.
Essa sobrecarga abre espaço para vírus e bactérias agirem mais facilmente. Consequentemente, causam resfriados, gripes e sinusites. Em casos mais graves, até pneumonia pode surgir.
Quando a temperatura cai rapidamente, as vias aéreas ficam despreparadas e podem inflamar. Já o calor excessivo altera o fluxo sanguíneo, diminuindo a pressão arterial.
Os sintomas no frio geralmente incluem tosse, coriza, dor no corpo, dores de cabeça e garganta, além de febre. No calor, surgem dor de cabeça, enjoo, náuseas, tontura e mal-estar geral.
Alguns hábitos simples podem fortalecer o sistema imunológico em qualquer estação. Beber bastante água, ter uma dieta equilibrada, evitar excessos e praticar exercícios são fundamentais.
Manter uma boa noite de sono, ambientes arejados e a carteira de vacinação em dia também contribuem.
É essencial buscar atendimento médico ao observar sintomas intensos e persistentes. Febre alta, falta de ar ou dor no peito são sinais de alerta. A automedicação deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico de doenças mais sérias.
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