Instituição científica publicou nota técnica nesta terça-feira em que alerta para os perigos da situação atual da pandemia no Brasil e para a necessidade de restrições mais severas
Da redação
Publicado em 04/03/2021, às 15h45 - Atualizado às 16h03
A instituição científica Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), publicou nesta terça-feira (02) uma nota técnica com alertas sobre a gravidade sem precedentes da pandemia no país.
“Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Srag [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais".
A data em que foi publicada a nota é a segunda mais letal da pandemia, perdendo apenas para o dia seguinte, esta quarta-feira (03) data do último consolidado de números da pandemia.
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Diante deste panorama, os estudiosos do Observatório Covid-19 Fiocruz alertaram para a necessidade de restrições mais rigorosas à circulação de pessoas e às atividades não-essenciais, "de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos". As medidas seriam uma forma de quebrar o ciclo de transmissão descontrolada do coronavírus.
De acordo com a nota da instituição de pesquisa “os dados são muito preocupantes, mas cabe sublinhar que são somente a ‘ponta do iceberg””.
O país Brasil enfrenta o pior momento da pandemia. Nos últimos sete dias, foram registradas os três dias mais letais da doença no país. Todas as regiões do país registram situações críticas de disseminação e dez capitais brasileiras apresentavam UTIs com mais de 90% de ocupação nesta terça, quando foi emitido o alerta da Fiocruz.