Setembro Dourado: câncer lidera mortes por doença entre crianças e adolescentes

Estimativa é de 7,9 mil novos casos anuais entre 2023 e 2025, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca); diagnóstico precoce aumenta chances de cura

Redação
Publicado em 12/09/2025, às 18h00

Embora menos frequente, a hereditariedade também pode ser um fator de risco - Freepik


O Setembro Dourado é o mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, a principal causa de morte por doença em pessoas de 1 a 19 anos no Brasil. A estimativa é de 7,9 mil novos casos anuais entre 2023 e 2025, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Em sua pesquisa mais recente, o Inca constatou que a doença representa 8% do total de óbitos analisados nessa faixa etária.

A oncologista Sueli Monterroso, da Imuno Santos, destacou que leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central (SNC) são os tipos mais comuns. “Um padrão diferente em relação aos adultos, que têm maior incidência de neoplasias em diversas partes do corpo”, explicou Sueli.



Causas e fatores de risco

Até hoje não é possível determinar causas exatas para a doença em crianças e adolescentes. Estudos apontam que, em grande parte dos casos, o DNA sofre mutações ainda na barriga da mãe ou nos primeiros anos de vida. Isso significa que a condição não é transmissível aos futuros filhos.

A hereditariedade, embora menos frequente, também pode ser um fator de risco. Pacientes com predisposição genética herdada dos pais apresentam maior chance de desenvolver a doença.

Nesses casos, o diagnóstico precoce é decisivo: em países desenvolvidos, até 80% das crianças e adolescentes alcançam a cura com detecção precoce e tratamento adequado.



Rastreamento genético

Com o avanço da medicina, exames de rastreamento genético se tornaram uma ferramenta importante de prevenção. A coleta de DNA por sangue, saliva ou swab bucal permite identificar predisposição a doenças cancerígenas, neurológicas e cardíacas. Os resultados ficam prontos em cerca de quatro semanas.

Esse teste pode ser feito em qualquer faixa etária e, quando aplicado na infância, possibilita a adoção de estratégias de cuidados antecipados ou tratamentos personalizados.

Um dos testes que podem ser feitos para detectar a doença é o da coleta de DNA por sangue - Shutterstock

Sintomas de alerta

O câncer infantojuvenil nem sempre apresenta sinais evidentes. Por isso, especialistas reforçam a importância do diálogo entre pais e filhos para que sintomas atípicos sejam relatados. Entre eles:



Tratamento

O tratamento depende do tipo de tumor e das condições clínicas do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e procedimentos complementares conduzidos por oncologistas pediátricos.

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