Cobertura vacinal contra o sarampo está em 81,64%, enquanto município reforça busca ativa, vacinação nas escolas e ações em diferentes regiões
Lenildo Silva
Publicado em 14/08/2026, às 16h46
São Vicente mantém ações de prevenção e vigilância contra o sarampo, com vacinação nas unidades de saúde, escolas e outros pontos da cidade. Segundo a Secretaria da Saúde (Sesau), a cobertura vacinal contra a doença está em 81,64%, abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Apesar da atenção, São Vicente não registrou casos de sarampo em 2025 nem em 2026, de acordo com a prefeitura. A Vigilância Epidemiológica mantém monitoramento do cenário e orienta a rede municipal a identificar e notificar imediatamente casos suspeitos.
Para ampliar a imunização, o município promove busca ativa de pessoas com vacinas em atraso, vacinação em escolas, ações extramuros e campanhas de intensificação. São Vicente também conta com o Vacimóvel, que leva imunizantes a diferentes regiões. Nas unidades de saúde, as equipes verificam a situação vacinal dos usuários e orientam sobre a atualização da caderneta.
A vacina contra o sarampo está disponível nas 26 UBSs, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30. Outra opção é o posto de vacinação do Brisamar Shopping, de segunda a sábado, das 10h às 19 horas.
A Vigilância Epidemiológica também acompanha o fluxo de moradores e visitantes. Conforme avaliação do cenário epidemiológico, as ações de vacinação podem ser intensificadas em locais estratégicos e períodos com maior circulação de pessoas.
O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.
O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar e respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.
Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.
O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.
A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.
A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.