São Sebastião registra casos de sarampo? Veja situação no município

Cidade amplia vacinação para trabalhadores de supermercados, diante do cenário no estado, e prepara Dia D de Multivacinação para o sábado (22)

Lenildo Silva
Publicado em 20/08/2026, às 12h43

Vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo - Divulgação/Governo de São Paulo


A cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, ampliou as ações de vacinação contra o sarampo e passou a levar equipes de Saúde diretamente a supermercados do município.

A estratégia busca facilitar o acesso à imunização de trabalhadores que mantêm contato diário com grande número de pessoas, além de reforçar a prevenção diante do fluxo de moradores, turistas e visitantes.

Até o momento, São Sebastião não registra casos confirmados de sarampo, segundo a Secretaria de Saúde (Sesau). A mobilização tem caráter preventivo diante do cenário epidemiológico no estado de São Paulo e da circulação intensa de pessoas no município.



Nesta sexta-feira (21), a vacinação ocorre no Pão de Açúcar, às 14h. No supermercado Shibata, as equipes atuam nesta quinta-feira (20), às 14h, e na sexta-feira (21), às 7h. A Secretaria de Saúde também prevê vacinação nos supermercados Semar e Semar Plus, mas as datas e os horários ainda vão ser definidos.

Cidade turística reforça prevenção

Segundo a prefeitura, a estratégia considera as características de São Sebastião, que recebe fluxo constante de pessoas de diferentes localidades. O sarampo possui alta transmissibilidade e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas.

Ações também abrangem profissionais da Saúde e da Educação, como professores, agentes de desenvolvimento infantil (ADIs) e outros trabalhadores de escolas e creches, além de funcionários de supermercados e comércios com maior número de trabalhadores.



Todas as unidades de Saúde do município estão aptas a aplicar a vacina. Quem não consegue comprovar a imunização deve procurar a unidade mais próxima. As equipes podem consultar os registros disponíveis e, caso não encontrem comprovação, orientar e aplicar a vacina quando houver indicação, conforme critérios do Ministério da Saúde.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?

Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da vacina contra o sarampo, enquanto aquelas de 30 a 59 anos devem ter uma dose, conforme o histórico vacinal. Para trabalhadores da Saúde, são recomendadas duas doses, independentemente da idade, também de acordo com o histórico de vacinação.

A tríplice viral é contraindicada para gestantes e crianças menores de 6 meses. Pessoas com imunodepressão precisam passar por avaliação dos serviços de Saúde para receber orientação específica.



São Sebastião terá Dia D neste sábado

O Dia D de Multivacinação ocorre neste sábado (22), quando as unidades participantes estarão abertas para atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Também haverá vacinação contra o sarampo para pessoas que atenderem aos critérios de imunização.

A Secretaria destaca que não é necessário esperar pelo Dia D. Pessoas com dúvidas sobre o histórico vacinal ou sem comprovação das doses já podem procurar a unidade de Saúde mais próxima.

Sarampo

O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.



Contágio 

O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar e respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.

Sintomas

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.



O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.

A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.

Vacinação

A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.



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