Secretaria de Saúde intensificou vacinação contra o sarampo em agosto, em policlínicas e postos volantes; dados indicam queda na cobertura vacinal
Lenildo Silva
Publicado em 14/08/2026, às 15h30
A Secretaria de Saúde de Santos, litoral de São Paulo, intensificou a campanha de multivacinação e as ações de imunização contra o sarampo durante o mês de agosto. O reforço ocorre após os dados municipais apontarem queda na cobertura vacinal das duas doses em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo a pasta municipal, Santos não registra casos de sarampo desde 2020. No entanto, de janeiro a maio deste ano, a cobertura vacinal atingiu 87,95% para a primeira dose e 77,51% para a segunda. No mesmo intervalo de 2025, os índices alcançaram 98,06% e 84,20%, respectivamente.
Para facilitar o acesso da população, a prefeitura disponibiliza vacinação aos fins de semana em pontos itinerantes. Neste sábado (15), o atendimento ocorre das 10h às 16h, na praça Augusto Ferreira Lamego, na Zona Noroeste, em frente à paróquia Sagrada Família.
No sábado seguinte (22), data do Dia D de Mobilização Nacional de Multivacinação, as equipes atendem das 9h às 16h na praça das Bandeiras, no Gonzaga, e nas policlínicas Aparecida, Campo Grande, Conselheiro Nébias, Nova Cintra, São Manoel e Rádio Clube.
Já no domingo (23), as doses ficam disponíveis das 10h às 13h30, na avenida Bartolomeu de Gusmão, 32, em frente à igreja do Embaré, durante o evento Vem pra Orla.
Durante a semana, os moradores podem buscar a vacina contra o sarampo e outros imunizantes do calendário oficial nas 36 policlínicas da cidade, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Para o atendimento, é preciso apresentar documento de identidade com foto, CPF e a carteirinha de vacinação, caso possua.
A Secretaria de Saúde reforça que manter o esquema vacinal em dia é a principal forma de evitar a doença. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas avermelhadas pelo corpo. Ao notar os sinais, o munícipe deve procurar a unidade de saúde mais próxima e relatar histórico de viagens ou contato com pessoas doentes.
A primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) deve ser aplicada aos 12 meses. A segunda etapa ocorre aos 15 meses, com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Pessoas entre 5 e 29 anos precisam receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Para o público de 30 a 59 anos, a recomendação é de uma dose. Adolescentes e adultos com esquema incompleto devem procurar uma policlínica para regularizar a situação conforme as diretrizes do Calendário Nacional de Vacinação.
O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.
O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar e respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.
Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.
O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.
A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.
A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.