Santos inicia busca ativa de esporotricose em animais nesta terça-feira (28) no São Manoel

Doença, que pode ser transmitida a humanos, será monitorada; saiba os sintomas e a programação da semana de combate em Santos

Redação
Publicado em 27/10/2025, às 16h52

Tratamento é crucial para pets e humanos, informa o Ministério da Saúde - Reprodução/Prefeitura de Santos


A prefeitura de Santos inicia, nesta terça-feira (28), uma busca ativa por animais que apresentam lesões de pele suspeitas de esporotricose. A ação é fruto de parceria entre as Secretarias de Saúde e Meio Ambiente, com foco inicial no bairro São Manoel, às 14 horas.

O objetivo é identificar casos suspeitos em animais e monitorar a doença. A iniciativa é do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV).

A Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) participa com um consultório móvel. A unidade fará a coleta de sangue dos animais suspeitos, buscando prover o tratamento em tempo oportuno.



Entendendo a esporotricose

Conforme informações do Ministério da Saúde, a esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix. Estes fungos entram no organismo por meio de trauma na pele ou mucosas. Acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira são vias comuns.

A principal forma de transmissão atualmente é por arranhadura ou mordedura de animais doentes, sendo o gato o mais comum, segundo o Ministério da Saúde. Animais semidomiciliados, que têm acesso à rua, apresentam maior risco de contaminação.

O fungo é comumente encontrado no solo rico em material orgânico e pode apresentar forma filamentosa (na natureza) ou leveduriforme (nas lesões de animais), explica o Ministério da Saúde.



Sinais e sintomas

Nos animais, a doença causa lesões que liberam secreções, formam crostas e não cicatrizam. Elas aparecem, em especial, na face, orelhas, nariz e membros. Em casos graves, o sistema respiratório pode ser acometido.

Em humanos, as lesões surgem como nódulos isolados ou enfileirados, ou como feridas. A infecção geralmente é benigna e limitada à pele, afetando áreas expostas como face, braços e pernas, detalha o Ministério da Saúde. O desenvolvimento inicial pode se assemelhar a uma picada de inseto.



A cura espontânea é rara, e o tratamento costuma ser prolongado. Formas mais graves, com disseminação para outros órgãos, podem ocorrer em pessoas com baixa imunidade. O período de incubação varia de dias a seis meses.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Conforme o Ministério da Saúde, a principal medida de prevenção é evitar a exposição direta ao fungo. Use luvas e roupas de mangas longas ao manusear solo e plantas. Indivíduos com lesões suspeitas devem procurar um médico, preferencialmente dermatologista ou infectologista.

O diagnóstico combina dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. A confirmação vem do isolamento do fungo em amostras de lesões, segundo o Ministério da Saúde. O tratamento, orientado por médico, utiliza antifúngicos como itraconazol e pode durar meses.



O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente o itraconazol e anfotericina B para casos graves. Animais doentes devem ser tratados por veterinários, usando EPIs na manipulação. 

Programação da Semana do CCZV de Santos

Terça-feira (28/10)

Quarta-feira (29/10):

Quinta-feira (30/10)

Sexta-feira (31/10)

Além dessas ações, o CCZV mantém atividades de rotina em toda a cidade.



Santos

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