Apesar de apresentar segunda menor taxa de ocupação de UTIs do estado, ocupação da região disparou nas duas últimas semanas com aumento diário médio de 1,3%; no ritmo atual e sem a criação de novos leitos, região chegará a 100% de ocupação das UTIs em 28 dias
Da redação
Publicado em 11/03/2021, às 10h03 - Atualizado às 10h17
Em meio a uma escalada vertiginosa da covid-19, todas as 17 regiões em que é dividido o estado de SP para os cômputos do Centro de Contingência apresentam altas na taxa de ocupação de leitos de UTI.
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De acordo com dados desta quarta-feira (10) do próprio Centro de Contingência da covid-19 do governo estadual, a Baixada Santista, com 61,97% de ocupação dos leitos de UTI, apresenta a segunda menor taxa de ocupação dentre as 17 regiões estaduais, acima apenas da região de Registro que contabiliza 53,35% de ocupação.
Apesar do número baixo em comparação com as demais regiões, a situação da Baixada Santista não é menos preocupante. Em onze dias, a taxa de ocupação da região disparou de 46,63% para o presente índice. Um aumento de 15,34%.
Do dia anterior, para ontem, a taxa de ocupação subiu 2%. Retrocedento um pouco mais, para um período de duas semanas, a situação da Baixada também é de escalada de ocupações de leitos.
Em 25 de fevereiro, a taxa de ocupação de leitos de UTI na região era de 43,18%. Em 14 dias, a ocupação da região aumentou 18,79%. A média diária de aumento de ocupações, tendo por base as duas últimas semanas é de 1,34%. Se continuar neste ritmo e se não forem criados novos leitos, em quatro semanas o sistema de saúde da região atingirá 100% de ocupação.
Quatro regiõs do estado têm taxa de ocupação acima de 90%. São elas a região de Araraquara com 95% de ocupação; a região de Bauru, com quase 97% de ocupação, a região de Presidente Prudente, com 95% e a região de São José do Rio Preto, com 90%. Em âmbito estadual, 82% dos leitos de UTI estão ocupados.
Fase roxa
O governo de SP avalia decretar nos próximos dias a fase roxa, ainda mais severa que a fase vermelha, até agora a mais restritiva do Plano SP atualmente em vigor em todo o estado.
A criação e instituição de uma fase ainda mais restritiva visaria conter a escalada da covid-19 que segue batendo recordes de mortes e contágios no país.
Ainda mais severa que a fase vermelha, a mais restritiva do atual Plano SP, a fase roxa envolveria restrições de horário aos serviços essenciais que atualmente funcionam com restrições de capacidade mas não de horário.