Não sobe, nem desce: Praia Grande vai continuar na fase amarela, agora menos restritiva | o que muda

Mudanças foram anunciadas durante coletiva de imprensa do Governo estadual, nesta sexta-feira, 8; Próxima reclassificação será em 05 de fevereiro; Praia grande tem o segundo maior número de casos confirmados da Baixada Santista

Da redação
Publicado em 08/01/2021, às 13h46 - Atualizado às 20h15

Areias de Praia Grande, durante a pandemia - Foto: Reprodução / Julio Itaci


Praia Grande, no litoral paulista, assim como toda a Baixada Santista e 90% do estado de São Paulo, vai permanecer na fase amarela do Plano São Paulo. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa do governo estadual,  no início da tarde desta sexta-feira, 08.

As duas fases, amarela e laranja, terão novas regras no âmbito do Plano São Paulo, menos restritivas. De acordo com Patrícia Ellen, Secretaria de Desenvolvimento Econômico,  as fases laranja e amarela terão expansão da capacidade permitida e do horário de funcionamento (veja o que muda abaixo). 

O Secretario da Saúde do Governo Estadual, Jean Gorinchteyn, declarou na coletiva que 90% do estado permanece na fase amarela e 10% recua para a fase laranja.  Na reclassificação, quatro regiões passaram para a fase laranja: Presidente Prudente, Marília, Sorocaba e Registro. Com exceção de Presidente Prudente, que sobe da fase vermelha, todas as regiões caíram.  



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Praia Grande está entre as cidade que permanecem na fase amarale, agora menos restritiva. De acordo com o último boletim, desta quinta-feira, 07, a cidade registra 13.160 casos confirmados, segundo maior número da Baixada Santista, atrás apenas de Santos. 356 pessoas já morreram vítimas de covid-19 na cidade e outros 40 óbitos são investigados. 

De acordo com dados desta sexta-feira, 08, do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do governo estadual, Praia Grande tem 64% dos leitos de UTI covid ocupados e 29,3% das enfermarias ocupadas. 



Secretaria de Desenvolvimento Econômico anunciou as medidas (Foto: Reprodução / Governo Estadual)

Novas regras de funcionamento das fases laranja e amarela

Fase amarela



Todas as atividades em funcionamento;

Capacidade limitada a 40% de ocupação para todos os setores;

Funcionamento máximo dos estabelecimentos limitado a 10h por dia;



Parques estaduais abertos;

Atendimento em bares restrito após as 20h

90% da população do estado vai viver sob a fase amarela no mínimo até 05 de fevereiro, quando ocorre nova avaliação (Foto: Governo Estadual)



Fase laranja

Ampliação das atividades permitidas para todos os setores;

Capacidade limitada de 40% de ocupação para todos os setores (era de 20%);



Funcionamento máximo de estabelecimentos de 8h (era de 4 horas);

Parques estaduais abertos; 

Proibição de atendimento presencial em bares; 



Atendimento proibido em todos os estabelecimentos após as 20h;  

 

Como funciona o Plano São Paulo



A reavaliação das cidades, de acordo com as normas atuais do Plano São Paulo, leva em conta os indicadores da pandemia dos municípios e das regiões. Hipoteticamente, quanto mais altos forem a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com coronavírus, o número de óbitos e de novas internações no mesmo período, mais restritiva será a fase do Plano em que será inserida a cidade. O período considerado nas contagens pode variar, atualmente contabiliza-se os dois últimos intervalos de 7 dias, que são comparados entre si. Anteriormente, eram comparados dois períodos de 28 dias. 

Ou seja, no caso da reavaliação desta sexta-feira, foram comparados os indicadores da pandemia dos últimos quatorze dias. Em tese, se os indicadores apresentarem melhora, a região vai para uma fase menos restritiva, se apresentarem piora, vai para uma mais dura. Se apresentaram estabilidade, a região permanece na fase onde estava. 

As fases do Plano São Paulo são vermelha, laranja, amarela, verde e azul. A vermelha é a mais severa e a azul a menos restritiva. A fase vermelha é acionada quando a capacidade hospitalar está em risco ou a pandemia avança em velocidade acelerada. Nesta fase, apenas serviços essenciais são mantidos.



Como chegamos até aqui

A última reavaliação ordinária ocorreu em 30 de novembro, momento em que todas as cidades do estado foram rebaixadas para ou permaneceram na fase amarela (posteriormente Presidente Prudente foi rebaixada para a fase vermelha).

Houve também uma reavaliação extraordinária de todo o estado em 23 de dezembro, data em que a Baixada Santista foi rebaixada temporariamente para a severa fase vermelha durante dois períodos intercalados do final de ano.



Casos Covid e índices de ocupação de UTI na Baixada

De acordo com o último boletim das Secretarias de Saúde das nove cidades que compõem a região, deste quarta-feira, 06, a Baixada Santista registra 83.345 casos confirmados de covid-19 e 2.803 óbitos em decorrência da doença.

De acordo com os últimos  dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Governo Estadual, nesta quarta-feira, 06, a taxa de ocupação de leitos de UTI da região estava em 44,42%. O número vem em tendência de queda desde o dia 20 de dezembro, quando foi registrada a maior taxa de ocupação dos dois blocos de 28 dias que embasam os cálculos do Plano São Paulo.



Segundo boletins das gestões municipais, também desta quarta-feira, 06, a taxa de ocupação por cidade da região é heterogênea. Os índices mais preocupantes são registrados em Mongaguá, com 80% dos Leitos de UTI covid-19 ocupados, Cubatão, com 75%, e Itanhaém com 70%.

Numa zona intermediária, mas ainda em alerta, estão Peruíbe,  Praia Grande e Santos,  com 50% de ocupação, e Guarujá, com 45%. Bertioga tem 20% e São Vicente tem 11% de ocupação.