Doença com alta letalidade registra mortes no Vale do Paraíba; os infectados no estado de São Paulo neste ano não haviam se imunizado
Redação
Publicado em 23/04/2026, às 11h09
O governo do estado de São Paulo anunciou o registro de seis casos de febre amarela com três óbitos, neste ano. Deste total, três casos tiveram a confirmação na quarta-feira (22), pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).
O Vale do Paraíba concentra a maioria dos casos. A cidade de Lagoinha teve a morte de dois homens, de 56 e 53 anos. Cunha registrou o óbito de um homem de 38 anos, enquanto Cruzeiro somou dois casos com evolução para cura. A região de Sorocaba também consta no mapa com o registro de um homem de 43 anos, morador de Araçariguama, já curado.
O ponto em comum entre todos os pacientes preocupa o poder público: nenhum deles possuía histórico de vacinação contra a febre amarela.
Conforme informações do Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda e de gravidade variável, com transmissão de forma exclusiva pela picada de mosquitos fêmeas infectados.
No Brasil, o ciclo atual é silvestre, transmitido por insetos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os macacos não transmitem a doença, eles operam como sentinelas e indicam a circulação do vírus na região.
Os sintomas iniciais incluem início súbito de febre, dores no corpo e nas costas, calafrios, náuseas, vômitos, dor de cabeça intensa e fadiga. Cerca de 15% dos infectados desenvolvem a forma grave após um breve período de melhora aparente.
A fase crítica pode gerar hemorragia, icterícia (pele e olhos amarelados), choque e insuficiência de múltiplos órgãos. O Ministério da Saúde aponta que, entre 20% e 50% dos pacientes com a forma grave podem morrer.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) reforça que a vacina é a medida principal para a prevenção e atende a população de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde. Turistas com viagem marcada para áreas de risco devem tomar a dose com, no mínimo, 10 dias de antecedência.
A imunização segue o esquema abaixo:
O tratamento da doença atua apenas nos sintomas. O paciente não pode utilizar medicamentos como AAS/Aspirina, pois a ingestão da substância eleva o risco de manifestações hemorrágicas.
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