Costa Norte
Publicado em 03/01/2017, às 11h00 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h36
Foto: Renan Viana/ASCOM UEPA
Nacional
Meninos com idade de 12 a 13 anos já podem ser vacinados contra o vírus HPV nos postos de vacinação de todo o país pelo SUS. O Ministério da Saúde anunciou a medida nesta terça-feira. A inclusão tinha sido anunciada em outubro de 2016, mas só entrou em vigor agora, em janeiro de 2017.
Segundo o governo, a faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, período em que passarão a ser vacinados meninos de 9 a 13 anos.A expectativa do ministério é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos este ano, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV/aids no Brasil. Serão adquiriras, ao todo, 6 milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões.
De acordo com o governo, o Brasil é o primeiro país da América Latina e o sétimo no mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunização. Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá já fazem a distribuição da dose para adolescentes do sexo masculino.
O esquema vacinal para meninos será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Já para os que vivem com HIV, o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de dois e seis meses, respectivamente. Nesses casos, é necessário apresentar prescrição médica.
HPV O papiloma vírus humano pode infectar por meio da pele ou mucosas. Ainda, existem mais de 150 tipos, sendo que cerca de 40 podem infectar o trato ano-genital.A infecção é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. Em um pequeno número de casos nos quais a infecção persiste, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras que, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.
Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre eles, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.