Localizado no hangar da Base Aérea, o novo equipamento emergencial de saúde já tem 80% de sua implantação concluída
Da Redação
Publicado em 20/04/2020, às 12h49 - Atualizado em 23/08/2020, às 22h38
Iniciada no dia 3 de abril, a montagem do hospital de campanha de Guarujá, no hangar da Base Aérea de Santos (Av. Presidente Castelo Branco, s/n° – Jardim Cunhambebe, em Vicente de Carvalho) está em fase final, com 80% dos serviços concluídos. Os 70 leitos de apoio à rede municipal, sendo 50 clínicos e 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), começam a surgir no espaço de 1.900 metros quadrados reservados para o atendimento de pacientes vítimas da pandemia do novo coronavírus.
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Na última sexta-feira, 17, foi realizada uma vistoria em conjunto entre prefeitura de Guarujá e Ministério Público de São Paulo (MPSP) para acompanhar o andamento da montagem do hospital de campanha. Representando o MPSP de Guarujá, os promotores de Justiça Sandra Barbuto e Eloy Ojea Gomes caminharam ao lado do prefeito da cidade, Válter Suman, e conheceram a estrutura montada, que já conta com cobertura nas duas tendas, com lona resistente ao fogo; piso; farmácia; e a estrutura individual dos leitos, que têm, cada um, 7,5 metros, garantindo espaço confortável e distanciamento entre pacientes.
“Estamos fazendo esta vistoria em um momento muito oportuno, pois daqui para frente o acesso será restrito apenas para o acompanhamento dos pacientes que venham a necessitar da estrutura. Quero agradecer a presença do Ministério Público de São Paulo, que ao lado do Comdema (Conselho Municipal do Meio Ambiente) foram muito parceiros, e sabendo que os recursos estão sendo devidamente aplicados em prol da saúde pública”, destaca o chefe do executivo.
Restam detalhes para a inauguração do espaço, prevista para o próximo dia 27, que ainda contará com um moderno sistema de climatização, rede de gases medicinais e salas de descontaminação, oferecendo segurança biológica para pacientes e profissionais.
Viabilização
O hospital de campanha de Guarujá foi viabilizado com a autorização do Estado Maior das Forças Armadas, em articulação iniciada por Suman. A gestão do espaço será de responsabilidade da Organização Social Associação das Crianças Excepcionais de Nova Iguaçu (Aceni). O planejamento prevê três meses de funcionamento, totalizando R$ 14,9 milhões de investimento neste período. Para tanto, estão sendo aplicados R$ 3,2 milhões do tesouro municipal, mais R$ 3,2 milhões enviados pelo Governo do Estado.
A maior parte, R$ 8,5 milhões, veio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a prefeitura de Guarujá e o Ministério Público (MP) de São Paulo, que permitiu, com a devida autorização do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema), a transferência de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente para o Fundo Municipal de Saúde.
A transação permitiu transpor verba que seria implantada em projetos ambientais na Cidade para o hospital de campanha. A transferência tem a concordância do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), órgão do MP.
A Aceni será responsável pela montagem da estrutura, compra de equipamentos, insumos e, ainda, o pagamento dos salários de mais de 250 profissionais da Saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos, pessoal administrativo, entre outros. Todo o maquinário que for adquirido para uso nesses três meses será posteriormente incorporado ao patrimônio municipal.