Febre do Nilo Ocidental faz vítima fatal no Sul e chega ao estado de São Paulo

Doença transmitida por pernilongo tem primeiros casos confirmados em território paulista e um óbito registrado em Santa Catarina

Thomas Henry
Publicado em 25/08/2026, às 14h10

Pernilongos são os principais vetores do vírus e exigem atenção redobrada da população - Reprodução/Envato


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, na segunda-feira (24), os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental (FNO) em território paulista. O anúncio ocorre em paralelo à notificação feita pelo estado de Santa Catarina, que atestou a primeira morte pela doença, de dois casos confirmados na região sul do país.

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), as pacientes paulistas são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto. A mulher apresentou histórico recente de viagem à região amazônica e evoluiu para cura. A jovem, no entanto, segue internada sob cuidados médicos. Os diagnósticos foram validados por meio de exames do Instituto Adolfo Lutz.

A diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, destaca a necessidade de atenção contínua.



A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”.

Conforme informações do governo federal, a FNO é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, da mesma forma que a dengue, zika e febre amarela. A transmissão se dá, principalmente, pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, o popular pernilongo, que adquirem o vírus ao se alimentarem de aves silvestres contaminadas.

Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvam sintomas, que costumam ser leves. Porém, um em cada 150 indivíduos pode desenvolver quadros neurológicos severos, como encefalite ou meningite. O tratamento é sintomático e, nas formas graves, a internação em unidade de terapia intensiva (UTI) pode ser exigida.

Para se proteger, a SES-SP e o governo federal recomendam medidas essenciais:



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