Costa Norte
Publicado em 29/05/2017, às 15h10 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h47
O atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bertioga foi criticado por diversos pacientes nesta segunda-feira, 29. Ao entrar no local, os pacientes fizeram a ficha e passaram por consulta com médicos da unidade, mas se depararam com uma imensa fila na hora de receber a medicação indicada.
"Estou no Pronto Socorro e tem 30 pessoas precisando de medicação e apenas uma enfermeira. Lamentável!", desabafou o designer de interiores, Jean Wolf, por volta das 14 horas, em uma rede social.
Já Vivian Camargo acompanhou uma amiga que estava com cólica renal e encontrou a sobrinha aguardando medicação. "Minha sobrinha foi atendida uma hora da tarde e tomou o soro só às quatro horas da tarde. Tinha apenas um funcionário do SAMU [Serviço de Atendimento de Urgência Móvel] na sala de medicação, que tem experiência com medicamentos, mas é um ambiente novo para ele, então atrasa o atendimento", criticou.
A autônoma Marcela Fernandes Vieira Santos levou o pai para ser atendido por volta das 10 horas, mas desistiu ao ver o tamanho da fila. "Eu voltei meio-dia, porque meu pai estava vomitando sangue e precisava muito do atendimento. Ele foi atendido pelo médico, que receitou Buscopan e o liberou. Vou levá-lo para Guarujá, pois ele precisa de um atendimento melhor", disse.
Na última sexta-feira, 26, os funcionários do Hospital de Bertioga, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), contratados no período emergencial abandonaram os postos após o resultado do processo seletivo para o setor. Duzentas e cinquenta vagas foram preenchidas e 200 funcionários foram demitidos.
Os funcionários deveriam manter-se nas funções até sábado, 27, mas cerca de 40 não o fizeram. E os novos contratados assumiriam no domingo, 28, o que não ocorreu. Por telefone, a assessoria de imprensa da prefeitura de Bertioga informou que está realizando uma espécie de força-tarefa com funcionários de outras unidades, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centro de Especialidades Médicas (Ceme).
Também foi informado que o quadro está reduzido, mas não faltam médicos. "Os novos funcionários não assumiram, mas não deixaremos de fazer o atendimento". Segundo a assessoria, os novos contratados deverão assumir os cargos na quinta-feira, dia 1º, pois, devido aos recursos interpostos pelos antigos funcionários, a comissão decidiu por bem reavaliar todos os currículos.
Marina Aguiar
Foto: JCN