Condição autoimune tem maior incidência em mulheres jovens; diagnosticada aos 19 anos, a médica Carolina Aranha atua para apoiar pacientes no início do tratamento
Redação
Publicado em 25/08/2026, às 09h54
A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune que atinge mais de 40 mil pessoas no Brasil, segundo dados divulgados em reportagem da TV Cultura Litoral e Vale. Com maior incidência na faixa etária de 20 a 40 anos, a condição afeta majoritariamente o público feminino: são três diagnósticos em mulheres para cada caso em homem.
Os principais sintomas incluem visão dupla, perda de memória, parestesia, caracterizada pelo formigamento dos membros, e fadiga muscular, que provoca cansaço extremo e sonolência. As linhas de tratamento variam e abrangem desde o uso de medicamentos imunobiológicos até a suplementação com vitamina D.
A médica Carolina Aranha faz parte dessa estatística. Ela descobriu a condição em 2016, aos 19 anos, enquanto se preparava para o vestibular. Aconselhada por pessoas próximas a buscar uma área com rotina menos exaustiva, ela manteve o objetivo firme na medicina para, hoje, acolher e auxiliar pessoas que enfrentam o início do tratamento.
Como paciente e profissional de saúde, Carolina faz um alerta enfático sobre o pilar central para o controle do quadro.
A atividade física é o ponto principal, a cereja do bolo. Não dá para falar em tratamento e não falar em atividade física", orienta.
A rotina nos centros cirúrgicos exige adaptação contínua, mas o suporte dos colegas faz a diferença. A instrumentadora cirúrgica Roberta Alonso, responsável por ensinar a médica a calçar as luvas antes dos procedimentos, acompanha de perto essa evolução diária. "Ela está sempre procurando o melhor para ela, sempre buscando se superar, e para os pacientes também", relata a profissional.
Como prova de que as barreiras da doença podem ser vencidas com o manejo adequado, a médica deixa uma mensagem direta para quem recebe laudos semelhantes.
O diagnóstico não define a pessoa que ela é. Se ela quiser ser médica, advogada, o que quiser ser... ela vai ser", conclui Carolina.
*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.