Emoções mudam a voz? Fonoaudióloga explica o que ocorre no corpo

Especialista explica o trajeto do ar dos pulmões até a laringe; cuidados com a saúde e o controle das emoções ajudam a proteger o som

Redação
Publicado em 12/08/2026, às 16h29

Raquel Miranda detalha as estruturas do corpo humano envolvidas na produção do som - Cottonbro studio/Pexels


A voz é uma das principais ferramentas de comunicação, mas a forma como o corpo produz esse som e as alterações causadas por emoções ou doenças ainda geram curiosidade.

Para esclarecer o tema e orientar a população sobre saúde vocal, a fonoaudióloga Raquel Miranda detalha a orquestração física necessária para a formação da fala.

A especialista explica que a jornada começa com o fluxo de ar dos pulmões em direção à laringe. No local, o ar atinge as pregas vocais, conhecidas popularmente como cordas vocais, e provoca a vibração necessária para criar o som primário.



O ruído inicial gerado na laringe é fraco e semelhante a uma pequena buzina. Para ganhar volume e forma, ele passa por modificações até sair pela boca. A fonoaudióloga lista os órgãos envolvidos nessa etapa de amplificação: "Faringe, lábios, língua, bochecha, mandíbula, cavidades nasais e os dentes fazem parte. Os articuladores e ressoadores fazem com que saia o som da nossa voz", afirma.

Emoções e saúde física

Além da estrutura física, o estado emocional reflete diretamente no som produzido. O nervosismo, por exemplo, acelera o ritmo e eleva o tom, o que facilita a identificação da tensão por quem ouve. A alegria, em contrapartida, transmite uma voz fluida e sorridente.

Problemas de saúde também causam impactos imediatos na qualidade vocal. Doenças passageiras, como a gripe, deixam o som fraco, monótono e, muitas vezes, rouco. A fonoaudióloga ressalta que o cansaço excessivo também altera a força e a nitidez das palavras.



*Com informações do jornalista Thiago Dantas, para o quadro Além da Voz, da TV Cultura Litoral e Vale.

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