Crianças precisam de exames do coração para praticar esportes? Médica esclarece dúvidas

Prática de esportes deve ser incentivada, mas sintomas repentinos pedem atenção

Redação
Publicado em 02/09/2026, às 13h29

Acompanhamento clínico e hábitos saudáveis em família ajudam a prevenir complicações cardiovasculares desde a infância - Reproduçã/Freepik


A prática regular de atividades físicas é essencial para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, mas a presença de desconfortos durante os exercícios requer observação. Sintomas como falta de ar desproporcional ao esforço, dor no peito, palpitações, tontura e desmaios durante a prática esportiva são sinais de alerta para a saúde cardiovascular.

A orientação é da cardiologista pediátrica Jessica Cândida de Oliveira Garcia, professora do curso de medicina da Unoeste . A especialista explica que a consulta clínica é o passo inicial para identificar alterações e avaliar se há necessidade de exames complementares.

As cardiopatias congênitas são as malformações mais frequentes, acometendo aproximadamente 1 em cada 100 nascidos vivos e podem variar desde alterações simples, que não causam repercussões, até cardiopatias mais complexas que precisam de acompanhamento e tratamento especializado”.

Na adolescência, fatores de risco como obesidade, hipertensão, colesterol elevado e sedentarismo também passam a exigir acompanhamento.



Sinais de alerta em cada fase

Os indicativos de problemas cardíacos mudam de acordo com a idade da criança: Em bebês: cansaço ou dificuldade durante as mamadas, suor excessivo, respiração acelerada, baixo ganho de peso e pele com tom arroxeadas (cianose).

Em crianças maiores e adolescentes: tontura, palpitações, dor no peito e cansaço excessivo associado ao esforço físico, reforça a cardiologista:

Não devemos criar a ideia de que toda criança saudável precisa fazer uma bateria de exames antes de começar um esporte. O mais importante é uma avaliação clínica adequada, especialmente antes da prática esportiva competitiva ou de alta intensidade”.

A prevenção de doenças cardiovasculares começa na infância por meio de hábitos diários. A recomendação médica inclui alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura e minimamente processados, controle do consumo de sal e açúcar, sono regular e acompanhamento periódico da pressão arterial e do colesterol.



O exemplo dos pais e responsáveis na rotina da casa é apontado como o principal fator de estímulo para a adoção de uma vida saudável pelas crianças.

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