Última vez em que a região apresentou aumento por dois dias seguidos foi há um mês, nos dias 19 e 20 de dezembro
Da redação
Publicado em 19/01/2021, às 17h02 - Atualizado às 17h33
A região da Baixada Santista, no litoral de SP, não passou incólume pela pior semana epidemiológica da história. A taxa de ocupação das leitos covid-19 da região tem apresentado alta há três dias seguidos, de acordo com informações do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do governo estadual.
Desde o dia 15 , quando estava com 42,4% dos leitos ocupados, até esta segunda-feira, 18, que o número não diminui na Baixada Santista. No mesmo período de três dias, o número subiu quase 1,5%. A última taxa de ocupação, da segunda-feira, 18, é de 43,59%. A última vez em que a região apresentou aumento por dois dias seguidos foi há um mês, nos dias 19 e 20 de dezembro.
Em âmbito estadual, a situação é ianda mais preocupante. De cada mil leitos de UTI covid-19 no estado, 697 estão ocupados, segundo dados do governo estadual. Na região metropolitana, com taxa de ocupação de UTIs em 70,5%, a situação é ainda pior. A região pode ser rebaixada para a fase laranja do Plano São Paulo.
Os indicadores da semana atual são 9% piores que os da semana anterior, o número representa quase 1000 internações a mais que a semana anterior; ainda em relação à semana anterior, o número de casos aumentou 77%, o número de óbitos aumentou 59% e o número de internações aumentou 28%.
“Essa é a pior semana epidemiológica da história”, declarou o Secretário da Saúde Jean Gorinchteyn, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, no início da tarde desta segunda-feira, 18. “Nós não podemos deixar que haja um comprometimento da assistência à vida. Nós não podemos deixar [que haja] uma sobrecarga no Sistema de Saúde, a ponto de nós não termos como dar assistência à todos”.
Apesar da autorização para uso emergêncial da coronavac ter finalmente sido concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o governo do estado estima que 80% dos 46 milhões de pessoas que compõem a população paulista não começa a ser vacinada antes de março.