Covid ceifou uma vida a cada cinco minutos nas duas primeiras semanas de março em SP

No mesmo período, oito pessoas foram infectadas por minuto no estado

Da redação
Publicado em 15/03/2021, às 16h52 - Atualizado às 17h10

Cemitério da Vila Formosa, na Capital Paulista Covid primeiras duas semanas de março de 2021 em SP - Imagem ANDRE PENNER / AP


Nas duas primeiras semanas de março, uma pessoa morreu por covid-19 a cada cinco minutos no estado de São Paulo. As informações, deste domingo (14), são do governo estadual.  

No período, o estado contabilizou 4.630 óbitos em decorrência da covid-19. A quantidade de pessoas com as vidas ceifadas pelo coronavírus nas duas primeiras semanas do mês de março superou  todo o mês de dezembro que também teve altos índices de óbitos.

No mesmo período de março, foram registrados 161.355 novos casos da doença. O número representa oito contaminações por minuto. Com estes números funestos, os balanços acumulados da pandemia no estado de São Paulo chegaram a 2.202.983 casos e 64.123 óbitos até este domingo (14).



Pela primeira vez na história da pandemia no estado, o número de pacientes em leitos de UTI covid ultrapassou a marca de 10 mil pessoas, após sucessivos aumentos nesta última semana. De acordo com os últimos dados, deste domingo, são 10.244 pessoas internadas em UTIs e 13.382 em enfermaria, totalizando 23.626 internações.

Tais números representam uma taxa de ocupação de leitos de UTI de 88,4% em âmbito estadual. Na região metropolitana o índice é ainda pior, 90%.

Nesta segunda-feira, entrou em vigor a fase emergencial em todo o território estadual, como forma de tentar mitigar o avanço sem precedentes do coronavírus que assola o estado de São Paulo e o país. As medidas, inicialmente em vigor até 30 de março, endurecem as medidas da fase vermelha.



O Governo de SP, no comunicado em que foram divulgados os números, reforçou a necessidade de respeito às medidas restritivas, de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos e afirmou que “é fundamental que as pessoas fiquem em casa”.