A partir de setembro, método será distribuído na rede privada e, gradualmente, na pública, com foco na prevenção da gravidez e mortalidade
Redação
Publicado em 14/08/2025, às 10h23
A prevenção da gravidez não planejada terá um reforço importante no Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que os planos de saúde privados incluam, a partir de 1º de setembro, o implante contraceptivo hormonal na cobertura obrigatória. Conhecido como Implanon, o método também foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde.
O implante subdérmico libera etonogestrel, tem alta eficácia e atua no organismo por até três anos, sem necessidade de manutenção no período. Atualmente, o dispositivo custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede particular. Pelo SUS, a distribuição será gratuita, com previsão de 500 mil unidades ainda em 2025 e 1,8 milhão até 2026, em um investimento de cerca de R$ 245 milhões.
O método será coberto pelos planos de saúde a mulheres entre 18 e 49 anos. A inserção e retirada devem ser feitas por médicos ou enfermeiros habilitados, e a ampliação do serviço envolverá capacitação de equipes, atualização de protocolos clínicos e distribuição para unidades de todo o país.
O Ministério da Saúde destaca que, além de prevenir a gravidez não desejada, o uso do contraceptivo contribui para a redução da mortalidade materna, alinhado às metas da ONU de reduzir em 25% as mortes maternas gerais e em 50% entre mulheres negras até 2027.
A decisão da ANS vale para todas as operadoras e também inclui a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) para tumores do canal anal. Já o transplante de membrana amniótica, voltado ao tratamento de queimaduras, teve a inclusão adiada para ajustes técnicos.
Hoje, a rede pública oferece preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais e injetáveis, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre eles, apenas os preservativos protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
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