Biomédico explica que problema não apresenta sintomas diretos, e alerta para riscos; profissional reforça a importância de prevenção com bons hábitos
Redação
Publicado em 09/06/2026, às 15h59
O colesterol alto é um problema silencioso e sem sintomas diretos. No entanto, níveis elevados da substância no sangue por muito tempo podem provocar sérias complicações, como acidente vascular cerebral (AVC) e doenças arteriais periféricas.
O biomédico Carlos Pires alerta para a necessidade de atenção aos hábitos de vida. O profissional afirma: "Nós acabamos sendo o resultado daquilo que a gente come. Então, a primeira coisa é ter muito cuidado com a alimentação". Ele explica que o peso corporal nem sempre é o único indicativo do problema. Pires ressalta:
Existem alguns fatores, como os fatores genéticos, que têm que ser observados também".
O biomédico detalha as diferenças entre os tipos de colesterol, que, somados, compõem o valor do colesterol total. São eles: HDL (lipoproteína de alta densidade), LDL (lipoproteína de baixa densidade) e VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade).
A diferença entre o colesterol considerado bom e o ruim tem ligação com a densidade da molécula. O HDL, por ser uma molécula pesada, ajuda a destruir as placas de ateroma (acúmulo de gordura) nas artérias. Por isso, recebe o nome de colesterol bom.
Já o LDL e o VLDL são moléculas leves e não possuem essa capacidade de limpeza. A característica favorece o acúmulo de gordura e garante a fama de colesterol ruim. O profissional usa o humor para facilitar o entendimento: "O LDL é 'logo Deus leva' e o HDL é 'hoje Deus livra'".
Para identificar os níveis de colesterol, o biomédico aponta a necessidade do exame de sangue para avaliar o colesterol total, as frações e os triglicerídeos. Ele faz um alerta importante sobre o preparo. Pires enfatiza:
Tem que estar em jejum de pelo menos 8 horas. Não dá para fazer o exame se você está em jejum há 16 horas. O tempo de jejum é sempre necessário".
A prevenção e o controle exigem um conjunto de medidas. A primeira, e mais importante, é a alimentação. Carlos Pires recomenda a ingestão de fibras, abacate e azeite de oliva, com moderação. Por outro lado, ele alerta para o perigo dos embutidos, que exigem cuidado e exclusão da dieta.
A prática regular de exercícios físicos também é fundamental. O biomédico sugere:
Não é malhar igual a um louco. 150 minutos de caminhada por semana já ajudam bastante. Dá para andar ali todo dia meia horinha, 20 minutos".
O estresse é outro fator capaz de aumentar o colesterol. O biomédico reforça a importância do controle emocional e da busca por ajuda médica. Ele conclui: "Sempre procure o seu médico e evite receitas caseiras e a automedicação".
*Com informações do quadro Saúde em Dia, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.