Câncer de intestino, que vitimou Preta Gil, é o 3º mais comum no Brasil

Tumor do cólon e reto registra 45 mil casos ao ano, no país, e é silencioso nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce

Redação
Publicado em 21/07/2025, às 14h27

Câncer de intestino, como o que vitimou a cantora e empresária Preta Gil, costuma apresentar sintomas apenas em estágio avançado - Tânia Rêgo/Agência Brasil


O câncer de intestino, como o que causou a morte da cantora e empresária Preta Gil, é o terceiro tipo mais comum no Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a incidência é mais alta entre as mulheres e na Região Sudeste, onde ocupa a segunda posição entre os tipos mais registrados.

Segundo o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, o tumor é silencioso nas fases iniciais e costuma dar sinais apenas em estágios mais avançados, o que reduz as chances de cura. “Os sinais de alerta normalmente são alteração no trânsito intestinal, perda de peso, sangramento nas evacuações e dor abdominal, mas esses sintomas aparecem quando o câncer já está maior”, explica o médico.

Exames antes dos 50 anos 

A recomendação geral é iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos. No entanto, pessoas com histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais, pólipos ou condições como Doença de Crohn devem antecipar os exames, conforme orientação médica. A triagem inclui análise da história clínica, exame físico, teste de sangue oculto nas fezes e colonoscopia.



Nacif destaca que fatores como sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, tabaco, ultraprocessados e alimentação desequilibrada aumentam o risco da doença. Ele também aponta um obstáculo cultural: o receio dos pacientes quanto ao exame físico. “Muitos evitam a consulta por causa do toque retal. Mas é um procedimento técnico, que ajuda a detectar alterações precocemente”, reforça.

O médico enfatiza que o diagnóstico precoce salva vidas, e que mesmo exames simples podem fazer a diferença. "Com uma pequena avaliação, já é possível iniciar uma boa prevenção", diz.

* Com informações da Agencia Brasil





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