Atualização da caderneta estadual inclui segunda dose de reforço aos 4 anos, com imunizante inativado para ampliar a segurança em SP
Redação
Publicado em 13/08/2026, às 15h03
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) introduziu uma mudança no calendário de imunização infantil, durante a atual campanha de multivacinação. A novidade determina que o segundo reforço contra a poliomielite, aplicado aos quatro anos de idade, passe a ser feito de forma exclusiva com a vacina inativada poliomielite (VIP).
Segundo o governo, a proteção contra o poliovírus segue estruturada em cinco etapas obrigatórias para crianças com menos de 5 anos de idade, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
O novo cronograma exige três doses iniciais (aos 2, 4 e 6 meses), seguidas de um primeiro reforço aos 15 meses e, agora, a consolidação com o segundo reforço VIP aos 4 anos.
O departamento estadual esclarece que a regra engloba inclusive as crianças com esquemas vacinais em andamento. Caso a criança tenha recebido o primeiro reforço com a vacina oral bivalente (a tradicional gotinha), ela deve comparecer ao posto para tomar a injeção inativada no segundo reforço, desde que respeite o intervalo mínimo de seis meses entre as aplicações.
A campanha, em andamento desde o dia 3 de agosto nos 645 municípios paulistas, busca atualizar as cadernetas de menores de 15 anos. O Brasil não registra casos de infecção pela doença há quase quatro décadas, mas as autoridades de saúde alertam que apenas a manutenção de altas coberturas vacinais impede a reintrodução do vírus selvagem no país.
Além da pólio, os postos de saúde de todo o estado oferecem as vacinas de rotina do calendário nacional. O cardápio inclui proteção contra hepatites A e B; rotavírus; febre amarela; sarampo; caxumba; rubéola; varicela; HPV; influenza e covid-19, entre outras opções direcionadas à faixa etária e ao histórico de cada paciente.
Para combater a desinformação, o governo paulista criou a plataforma digital Vacina 100 Dúvidas. O canal reúne respostas técnicas sobre a eficácia, a segurança e os possíveis eventos adversos de cada imunizante, além de reforçar os riscos causados pela negligência vacinal.