Jovem de 24 anos está internado em São Paulo, após diagnóstico de leucemia; campanha incentiva doações de sangue O+ e cadastro no Redome
Rhauanny Queiroz
Publicado em 20/03/2026, às 14h40
O diagnóstico de leucemia aguda do jovem Klayston Leonardo Lima Vieira dos Santos, de 24 anos, mobilizou familiares, amigos e moradores da Baixada Santista, em uma campanha para incentivar a doação de sangue e o cadastro de voluntários para doação de medula óssea.
Morador de Guarujá, na região da estrada Guarujá-Bertioga, ele recebeu o diagnóstico no sábado (14), com confirmação na segunda-feira (16), após avaliação médica.
Atualmente, está internado no hospital de transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, em São Paulo, onde iniciou o acompanhamento com a médica hematologista Gabriela Aguiar Bulhões (CRM 232005).
Apesar de não haver urgência de transfusão, já que o tratamento com quimioterapia será iniciado, a campanha objetiva manter os estoques abastecidos e ampliar o número de doadores, tanto de sangue quanto de medula.
Segundo Janice de Oliveira, que acompanha a mobilização, a iniciativa busca antecipar possível necessidade durante o tratamento.
“Ele não precisa, com urgência, da transfusão de sangue, ainda, porque vai começar a quimioterapia, mas o hospital sempre precisa. Então seria ideal deixar abastecido o hemocentro, porque na hora que precisar, até para outra pessoa, já tem disponível”, explicou.
Ela ressalta que a campanha tem impacto coletivo. “Quanto mais gente puder doar e deixar abastecido o hemocentro, melhor. A gente consegue alcançar outras pessoas também que precisem.”
Klayston Leonardo precisa de doações de sangue do tipo O+. Pessoas interessadas em ajudar podem comparecer aos seguintes locais para doar:
No caso da doação de medula óssea, os voluntários precisam apenas fazer cadastro em um hemocentro autorizado. O procedimento é simples: é coletada uma pequena amostra de sangue para inclusão no banco nacional de doadores, que pode ser consultado quando pacientes necessitam de transplante.
Outra forma de ajudar a família é por meio de doações via Pix, em qualquer valor, pela chave 13997572217, em nome de Janaína Silmara Lima da Cruz, mãe de Klayston. O dinheiro arrecadado irá ajudar a custear as despesas da mãe, que tirou férias do trabalho, por 30 dias, e se mudou, temporariamente, para um apartamento ao lado do hospital, para ficar mais próximo do filho e acompanhar o tratamento.
Conhecido pela simpatia e dedicação, Léo é descrito por amigos e colegas como um jovem trabalhador e sempre disposto a ajudar. Segundo pessoas próximas, ele trabalhou por anos como entregador em um mercado de Bertioga e, recentemente, havia iniciado em novo emprego. O jovem trabalhava também para ajudar a mãe.
A atendente Margarete Altino de Oliveira, que acompanha a família, descreve o jovem com carinho. “Léo é um menino muito trabalhador, muito alegre, com um coração maravilhoso sempre nos ajudando se precisasse dele, nunca nos disse não, trabalhava para ajudar a mãe em casa, pois é filho único; ele é um amor de pessoa, quem conhece ele sabe que é um menino bom.”
Ela também ressalta o carinho que tem pelo jovem. “Eu tenho um amor muito grande por ele como se fosse meu filho. Na verdade, ele é meu filho de coração”, disse.
A compatibilidade genética entre doador e paciente é rara. Por isso, quanto maior o número de pessoas cadastradas, maiores são as chances de encontrar um doador compatível.
De acordo com especialistas, a probabilidade de encontrar um doador compatível fora da família pode ser de 1 em 100 mil, o que torna essencial a ampliação do cadastro de voluntários.
Segundo Janice de Oliveira, o tratamento da doença exige rapidez e pode envolver transplante. “Como o quadro dele é a leucemia aguda, o tratamento já tem que ser feito com uma certa urgência. Entra com quimioterapia, consolidação e muitas vezes já transplante de medula”, explicou.
Ela também destacou complicações associadas à doença. “Ele teve muita hemorragia, porque a leucemia tem muito sangramento, principalmente nasal”, disse.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca ), para se tornar doador é necessário:
O cadastro é simples e feito com coleta de sangue. As informações são inseridas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), responsável por identificar possíveis doadores compatíveis em todo o país.
Pacientes com leucemia frequentemente precisam de plaquetas para controlar sangramentos.
A doação é feita por aférese, processo em que o sangue é coletado, as plaquetas são separadas e os demais componentes retornam ao corpo.
O procedimento dura cerca de 90 minutos e a reposição das plaquetas ocorre em aproximadamente 48 horas.
Segundo a Secretaria de Saúde do estado, “as plaquetas ajudam no controle de sangramentos e podem ser doadas sem prejuízo à saúde do doador.”
A doação de sangue é um procedimento seguro e essencial para salvar vidas. Segundo o Ministério da Saúde, o sangue não pode ser fabricado artificialmente, o que torna a doação voluntária fundamental.
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