Cachecol ajuda mesmo a evitar resfriado? Descubra

Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, tira dúvidas sobre esse acessório quase indispensável no inverno

Redação
Publicado em 23/07/2025, às 10h50

Pequeno, discreto e estiloso, ele pode ser seu maior escudo contra doenças típicas do inverno - Maks_D/Unsplash


A sabedoria popular estava certa. O bom e velho cachecol pode, sim, proteger contra doenças típicas nos dias frios. Entre os médicos, há consenso: o acessório ajuda a evitar incômodos como dores de garganta, crises alérgicas e até problemas respiratórios mais graves.

“O cachecol serve para proteger o pescoço do frio, proporcionando isolamento térmico e conforto. Ao proteger o pescoço e a área do peito, ele pode ajudar a manter a temperatura corporal estável, reduzindo o risco de resfriados, além de prevenir a exposição direta ao vento, o que é especialmente benéfico para pessoas com problemas respiratórios, como asma”, explica a otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista.

Escolha do tecido é fundamental

Apesar dos benefícios, a escolha errada do tecido pode provocar o efeito contrário. A especialista alerta que tecidos inadequados ou peças guardadas por muito tempo sem higienização podem agravar alergias respiratórias: “A quem tem asma, rinite alérgica ou qualquer outro tipo de sensibilidade respiratória, é importante escolher roupas de tecidos hipoalergênicos e lavá-las regularmente”.



A lã, por exemplo, é eficiente para manter o calor, mas pode causar desconforto em quem tem sensibilidade. Já os tecidos sintéticos, como poliéster, acrílico e microfibra, são indicados para pessoas alérgicas, por serem mais leves, de secagem rápida e menos propensos a causar irritações.

Como cuidar do cachecol

Para que o cachecol seja um aliado e não um vilão da saúde, a médica recomenda:

Sobre o Hospital Paulista

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta. Ao longo dos anos, ampliou para outros segmentos, com destaque para fonoaudiologia, alergia respiratória e imunologia, distúrbios do sono, procedimentos para cirurgia cérvico-facial, bem como bucomaxilofacial e foniatria.





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