Bertioga terá panfletagem sobre fibrose cística em duas escolas

Ações ocorrem no dia 30 de setembro (terça-feira), para conscientização e orientação sobre sintomas, diagnóstico precoce e tratamento da doença

Rodrigo Florentino
Publicado em 23/09/2025, às 10h00

Doença atinge um a cada dez mil nascidos no Brasil - Divulgação/Supera


A cidade de Bertioga, no litoral de SP, promoverá duas ações de panfletagem, para conscientizar sobre a fibrose cística, na terça-feira (30). A proposta integra o Setembro Roxo, mês nacional de mobilização sobre a doença.

A distribuição de material informativo será feita na escola municipal Mirim de Assis, às 11h30, e na escola municipal Genésio Sebastião dos Santos, às 18 horas.

A fibrose cística é uma doença genética rara e crônica, marcada pela produção de muco espesso, que afeta principalmente pulmões e sistema digestivo, e atinge um a cada dez mil nascidos no Brasil.



A ação nas unidades de ensino busca informar pais, alunos e profissionais, estimular o diagnóstico precoce e orientar sobre caminhos de tratamento que elevam a qualidade de vida dos pacientes.

Projeto de lei da vereadora Renata Barreiro (PL) criou a Semana de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística - Reprodução/Costa Norte

 

Semana de conscientização

Um projeto de lei de autoria da vereadora Renata Barreiro (PL), aprovado por unanimidade, criou a Semana de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística



Segundo a vereadora, em sua justificativa, o projeto tem o objetivo “de informar a população, e especialmente gestores e profissionais da área da saúde, acerca da importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença, bem como a divulgação dos serviços públicos de saúde e medicamentos disponíveis para o tratamento da enfermidade”.

O que é a fibrose cística

A doença é caracterizada pela produção de muco mais espesso, que favorece acúmulo de bactérias nas vias respiratórias e pode causar inflamações e infecções como pneumonia e bronquite.

O muco também pode bloquear o trato digestório e o pâncreas, prejudicando a absorção de nutrientes. Entre os sintomas estão tosse crônica, infecções respiratórias frequentes, dificuldade de ganho de peso e suor mais salgado.



O diagnóstico pode ser feito no início da vida com teste do pezinho, teste do suor e exames genéticos. Não há cura, mas o tratamento — com fisioterapia respiratória, medicações específicas, suporte nutricional e acompanhamento multiprofissional — melhora a qualidade de vida e reduz complicações.

Mãe de criança com fibrose cística, Maria Daguia Oliveira valoriza o Setembro Roxo - Reprodução/TV Cultura Litoral

 

Superação na prática

Maria Daguia Oliveira tem um filho com fibrose cística. Segundo ela, a condição foi descoberta a partir de dois exames quando ele nasceu. “Ele foi diagnosticado no teste do pezinho. Daí fez o teste do suor, onde confirmou a doença”. Maria também conta que há outros dois casos da doença na família.



Ela considera o Setembro Roxo primordial.

O Setembro Roxo é muito importante para a conscientização e divulgação da fibrose cística. É uma doença rara, difícil de tratar, mas com empatia e amor tudo fica mais fácil”, completa Maria.

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