Atendimento na UPA segue com lentidão

Costa Norte
Publicado em 31/05/2017, às 13h44 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h47

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Situação da UPA só deve ser normalizada na sexta-feira, 2, conforme previsão do secretário de Saúde

Com problemas vasculares, pressão alta e sinusite, Simone Iane recorre à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bertioga com frequência. Nesta quarta-feira, 31, a cozinheira chegou ao local por volta de meio-dia, foi atendida rapidamente, mas teve de esperar quase quatro horas para receber a medicação indicada."Eu recebi a medicação às 15h30", desabafou. O problema é recorrente desde segunda-feira, 29, quando a prefeitura iniciou uma força-tarefa, em que funcionários de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e do Centro de Especialidades Médicas (Ceme), se revezam nos atendimentos.

Segundo o secretário de Saúde de Bertioga, Jurandyr José Teixeira das Neves, a dinâmica de trabalho dos enfermeiros de UBS é diferente do pronto atendimento. "Muitas vezes eles são mais lentos, mas fazem direitinho. Eles só não têm a habilidade de quem trabalha em urgência e emergência. Mas o atendimento médico está sendo feito rapidamente", explicou.



A força-tarefa foi necessária para suprir a ausência dos funcionários contratados em um novo processo seletivo. Eles deveriam assumir no domingo, 28, mas a prefeitura recebeu mais de 100 pedidos de recurso e decidiu reavaliar todos os currículos. "Muitos currículos foram mal feitos e não continham o tempo de experiência do candidato, o que automaticamente zerava sua pontuação. A comissão reavaliou todos os currículos, inclusive de quem não recorreu, e obteve uma nova listagem", disse Neves.

A previsão do secretário é de que os funcionários da nova lista assumirão os postos na sexta-feira, 2, mas a situação ainda não está definida. "Temos que esperar. Caso alguém ainda se sinta prejudicado, entrará com o recurso. Só posso finalizar o processo, quando não existirem pendências de recurso”, acrescentou Neves.

Marina Aguiar



Foto: Via WhatsApp