Anvisa repudia fala de Trump que associa paracetamol ao autismo

Agência reforça que o paracetamol é de baixo risco e amplamente usado no Brasil, sem registros que o vinculem ao autismo durante a gestação

Redação
Publicado em 24/09/2025, às 13h56

Segundo a Anvisa, o paracetamol é usado para reduzir febre e aliviar dores leves e moderadas - James Yarema/Unsplash


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nota na qual repudia declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas em coletiva de imprensa na Casa Branca, na segunda-feira (22). 

Sem apresentar provas, ele associou o uso de paracetamol na gestação ao aumento de risco de autismo e aconselhou gestantes e pais a evitarem o analgésico, além de sugerir mudanças no calendário de vacinas.

Utilização

A Anvisa esclarece que o paracetamol é registrado no Brasil para redução de febre e alívio de dores leves a moderadas, como dor de cabeça, dores no corpo, de dente e nas costas, cólicas menstruais e sintomas de resfriados.



Segundo a agência, não há registros, no país, de suspeitas de eventos adversos que relacionem o uso do medicamento durante a gravidez a casos de autismo.

Baixo risco

De acordo com a Instrução Normativa 265/2023, o paracetamol é classificado como medicamento de baixo risco, e integra a lista de produtos que não exigem receita. Essa classificação decorre de histórico de uso seguro, consolidado ao longo de anos de acompanhamento, e segue critérios técnicos e científicos que norteiam a avaliação de qualidade, segurança e eficácia.

Segurança e regras

As normas brasileiras para registro de medicamentos definem competências das autoridades sanitárias e requisitos para produção e comercialização de produtos de interesse à saúde.



A Anvisa destaca que o monitoramento de fármacos disponíveis à população é permanente e amparado por cooperação com agências reguladoras internacionais, o que fortalece a vigilância de segurança no país.

Orientação ao paciente

A agência reforça que todo medicamento deve ser utilizado com orientação de profissionais habilitados, como médicos e farmacêuticos, para garantir efetividade e reduzir riscos. Em caso de dúvidas sobre o uso de paracetamol durante a gestação, a recomendação é buscar aconselhamento individualizado com o serviço de saúde.

Com informações da Agência Brasil



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