Estação será marcada por oscilações entre dias quentes e frios na região litorânea; moradores já se preparam para quedas de temperatura
Redação
Publicado em 04/06/2026, às 13h10
Guardar ou não o casaco? Essa é a dúvida que deve acompanhar os moradores da Baixada Santista nos próximos meses. Com a transição do outono para a chegada do inverno, a região litorânea já registra temperaturas mínimas frequentes por causa de uma massa de ar polar e de uma frente fria. A previsão aponta que a estação mais fria do ano promete ser uma verdadeira 'gangorra térmica'.
O meteorologista Guilherme Alves Borges explica que, do meio para o final do outono e com a entrada do inverno, ocorre maior frequência de frentes frias pelo centro-sul do Brasil. De acordo com ele, há um contraste térmico significativo entre as regiões Norte e Sul, e alguns sistemas meteorológicos potencializam a passagem dessas frentes frias pela faixa litorânea no atual período, o que configura um cenário natural para a época.
Apesar da sensação de frio já presente nas ruas, o inverno não será linear. Conforme detalhado por Borges, o sistema El Niño fortalece as massas quentes quando elas chegam, mas haverá quebras provocadas pelas massas frias vindas do Sul, o que favorece a derrubada das temperaturas no litoral paulista.
"Vai ser um verdadeiro sobe e desce, uma verdadeira gangorra térmica", afirma o meteorologista, que também destaca o chamado 'efeito cebola', a necessidade de colocar e tirar camadas de roupas ao longo do dia, que estará muito presente na estação.
Nas ruas, a população já sente a mudança e divide opiniões sobre o que esperar do clima. O eletromecânico Gilberto Salvado acredita que o frio será mais intenso do que no período anterior.
A expectativa parece que vai ser um pouco mais frio do que o ano passado, para mim. Já tivemos até regiões que tiveram geada no Sul, no Sudeste e algumas regiões de São Paulo", comenta.
A administradora Marina Caldeira compartilha da mesma percepção, e ressalta que já observou dias com tempo muito nublado, chuva e frio intenso na cidade. "Ano passado foi mais frio do que eu esperava", relata. Já a aposentada Mirian dos Santos mantém uma visão diferente e espera um cenário mais ameno: "Que não seja tão frio, que seja um clima bom".
Independentemente das previsões pessoais, a orientação principal segue mantida: o casaco, o cachecol e a touca devem ficar de prontidão para os dias de temperaturas mínimas na região litorânea.
* Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral