Partículas expelidas por erupção de vulcão ocorrida em janeiro deste ano em Tonga ainda estão na atmosfera
Da redação
Publicado em 05/09/2022, às 09h22 - Atualizado às 10h07
Na semana passada, que teve dias de tempo mais firme no litoral paulista, muitos devem ter reparado no show que os fins de tarde proporcionaram: o céu pintado de cores que iam de tons de laranja até o lilás, no crepúsculo.
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Mas essa belezura toda não era produto apenas do clima mais seco. Por incrível que pareça, partículas das cinzas da erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai, em 15 de janeiro deste ano, em Tonga, no Pacífico Sul, ainda estão em suspensão e são responsáveis por alterar as cores celestes, tanto no entardecer quanto no amanhecer.
De acordo com a MetSul Meteorologia, o fenômeno tem sido observado no Hemisfério Sul, em países como o Brasil, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e até mesmo na Antártida.
Essas partículas das cinzas, chamadas de aerossóis, são responsáveis por alterar a forma como a luz solar se espalha.
No Brasil, as regiões sudeste e sul presenciam o fenômeno desde poucos dias após a erupção do Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai, isso há quase oito meses.
Segundo a Nasa, a agência espacial americana, esses aerossóis de erupções vulcânicas podem permanecer em suspensão na atmosfera por até dois anos.
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Ainda de acordo com a MetSul, o ar mais frio e seco desta época do ano, no sul e sudeste brasileiros, e os dias de céu mais limpo, fazem com que os aerossóis fiquem mais evidentes, proporcionando as auroras e crepúsculos dignos de sonhos.
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