'Bolha de calor' avança e litoral de SP terá tempo muito quente no Carnaval

Massa de ar quente eleva temperaturas na Baixada Santista e litoral norte; sensação térmica pode passar dos 33°C e chuva diminui no Carnaval

Lenildo Silva
Publicado em 12/02/2026, às 16h42

Baixada Santista e litoral norte devem registrar máximas de 33ºC no fim de semana - Divulgação/Prefeitura de Guarujá


Atuação de massa de ar quente eleva as temperaturas no litoral de São Paulo entre quinta-feira (12) e domingo (15), às vésperas do Carnaval, devido à formação de "bolha de calor" sobre o Sudeste, fenômeno que mantém bloqueio atmosférico e reduz a chance de chuva no período.

Cidades da Baixada Santista e do litoral norte registraram máximas acima de 32°C já nesta quinta-feira (12). Em Bertioga, Santos e Praia Grande, termômetros superaram esse patamar, enquanto em São Sebastião e Caraguatatuba, no litoral norte, a máxima chegou a 31°C.

Previsão indica que o calor permanece firme entre sexta-feira (13) e segunda-feira (16), com máximas próximas de 33°C e baixa probabilidade de precipitação no fim do dia. O tempo mais instável deve retornar apenas na terça-feira (17).



Tempo abafado

Embora as temperaturas não sejam consideradas extremas para a estação, o abafamento aumenta a sensação térmica, que pode elevar o desconforto, sobretudo nas áreas de praia, que tendem a registrar grande fluxo de visitantes devido ao feriado de Carnaval.

Fenômeno conhecido como "bolha de calor" ocorre quando sistema de alta pressão impede a circulação normal do ar, provoca compressão atmosférica e intensifica aquecimento na superfície. O bloqueio reduz formação de nuvens e favorece predomínio de céu aberto.

De acordo com meteorologistas da Climatempo, para ser classificada como onda de calor, a condição precisa manter temperaturas ao menos 5°C acima da média histórica da região, por cinco dias consecutivos. Esse padrão tem se tornado mais frequente no Brasil.



Dados recentes da Organização Meteorológica Mundial e da Organização Mundial da Saúde apontam que 2023 e 2024 figuram entre os anos mais quentes já registrados globalmente, com superação do limite de 1,5°C previsto no Acordo de Paris.

Impactos vão além do desconforto térmico. Períodos prolongados de calor elevam consumo de energia, pressionam sistemas elétricos, aumentam risco de incêndios e podem agravar problemas respiratórios devido à baixa umidade do ar.

Como se proteger

Para mais conteúdos



Carnaval 2026

Leia também

Pré-Carnaval: Cetesb aponta 27 praias sem condições de banho no litoral de SP


Por que a maresia danifica imóveis no litoral?