Autoridade Portuária capacita profissionais e alinha protocolos na Baixada Santista após alerta global da OMS sobre a doença
Redação
Publicado em 04/08/2026, às 08h46
A Autoridade Portuária de Santos (APS), no litoral de SP, intensificou a preparação para eventuais ocorrências da Doença pelo Vírus Ebola (DVE) em embarcações vindas do exterior.
A medida atende à declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) emitida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O trabalho ocorre em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As iniciativas incluem treinamentos para profissionais do ambiente portuário e o fortalecimento da integração entre instituições.
Equipes técnicas de outros municípios da Baixada Santista já conheceram o protocolo, para ampliar o alinhamento regional.
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No fim de junho, profissionais da Praticagem participaram de treinamento sobre o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) Universal Mínimo. A capacitação abordou situações nas quais o prático precise embarcar em navios com suspeita da doença. A atividade combinou demonstração prática e atualização técnica sobre sintomas e medidas de prevenção.
No início de julho, equipes de clínicas médicas da área portuária revisaram aspectos gerais da doença e a colocação dos EPIs. Os participantes também estudaram o Anexo IV do Plano de Contingência do Porto de Santos.
O documento estabelece diretrizes para atendimento de caso suspeito a bordo e resposta a óbito durante a viagem. Novos treinamentos envolverão outros segmentos da comunidade portuária.
A doença do Ebola é uma febre hemorrágica viral causada por vírus do gênero Orthoebolavirus. O surto atual na República Democrática do Congo (RDC) decorre do vírus Bundibugyo. A taxa de letalidade estimada varia de 25% a 40%.
Os sintomas iniciais incluem febre, cansaço, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, os pacientes podem apresentar vômito, diarreia, erupção cutânea e sangramento. Qualquer pessoa com sintomas deve buscar atendimento médico imediato.
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A transmissão ocorre por contato direto com sangue ou fluidos corporais de animais ou pessoas infectadas, além de superfícies contaminadas. Pessoas infectadas não transmitem o vírus antes do início dos sintomas.
A doença não se espalha pelo ar ou pela água. Atualmente, não existe tratamento aprovado para a cepa Bundibugyo, e o cuidado médico foca no controle dos sintomas.