Empresa no porto de Santos treina operadores para usar IA em empilhadeiras gigantes

Sistema adotado por empresa portuária orienta motoristas de empilhadeiras por tablets, otimiza o tempo e diminui a emissão de gases poluentes

Redação
Publicado em 27/08/2026, às 14h11

Empilhadeiras de grande porte recebem tablets com inteligência artificial - Reprodução/TV Cultura Litoral e Vale


O porto de Santos registrou a impressionante marca de 2,4 milhões de contêineres descarregados apenas nos primeiros cinco meses do ano. Diante dessa alta quantidade, a tecnologia desponta como a principal aliada das empresas que operam na retaguarda do cais.

Um terminal retroportuário alfandegado do município, por exemplo, decidiu implementar inteligência artificial (IA) na rotina dos trabalhadores com o objetivo de otimizar o tempo e proteger o meio ambiente.

A novidade ocorre na Transbrasa, empresa que atua no complexo santista desde 1974. A companhia instalou tablets em três empilhadeiras de grande porte. Por meio do aparelho, o sistema direciona o operador exatamente para a posição correta onde o contêiner deve ser transportado e armazenado.



Toda a movimentação conta com monitoramento em tempo real por uma equipe em uma sala de controle. Com a inovação, o terminal reduziu em 33% os movimentos improdutivos no pátio.

O diretor-presidente da empresa, Bayard Umbuzeiro Neto, ressalta que a meta vai além do lucro. "O nosso foco não é só atender melhor o cliente e aumentar a nossa produtividade, mas também fazer os investimentos com consciência e sustentabilidade", afirma.

Com rotas precisas, as máquinas gastam menos combustível, o que diminui diretamente o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera.



Mudança de mentalidade

Implementar a inteligência artificial exigiu mais do que instalar telas nas cabines; foi preciso treinar os operadores para lidar com a nova ferramenta. O consultor sênior de operações da Transbrasa, João Mendes, destaca o impacto dessa transição na equipe.

"O mais importante foi a construção da mentalidade de operação, que mudou totalmente. Os colaboradores aprenderam a extrair o máximo de potencial da ferramenta e a pensar de forma diferente na gestão do pátio", detalha o consultor.

Alimentado constantemente com dados precisos, o sistema garante uma organização lógica. Assim, os contêineres chegam com mais rapidez aos navios ou aos importadores, fortalecendo a eficiência do maior complexo portuário da América Latina.



*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o quadro Cultura no Porto, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.

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