Investigação da Polícia Federal busca novas provas sobre suposto desvio de recursos da cota parlamentar, por pessoas próximas a Sóstenes Cavalcante
Redação
Publicado em 01/07/2026, às 10h01
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes da cota parlamentar.
Ação tem como foco pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), embora o parlamentar não esteja entre os alvos desta etapa da operação.
Segundo as investigações, a nova fase busca esclarecer a origem de R$47 mil encontrados em dinheiro vivo durante uma operação feita em dezembro do ano passado em um endereço relacionado ao deputado. Na ocasião, Sóstenes afirmou que o valor era resultado da venda de um imóvel, mas a Polícia Federal considera necessário aprofundar a apuração sobre essa justificativa.
A cota parlamentar é um recurso público destinado a custear despesas relacionadas ao exercício do mandato, como passagens, hospedagem, manutenção de escritórios, alimentação e contratação de serviços. A suspeita dos investigadores é de que parte desses recursos tenha sido desviada por meio de um esquema que agora está sendo aprofundado pela operação.
Nesta fase, a PF cumpre diligências para reunir novas provas e esclarecer a movimentação financeira dos investigados. O objetivo é verificar se houve irregularidades na utilização dos recursos públicos e identificar todos os envolvidos no suposto esquema de desvios.
Procurado, o deputado Sóstenes Cavalcante ainda não havia se manifestado sobre a nova etapa da operação até a publicação da reportagem. As investigações seguem em andamento e poderão resultar em novos desdobramentos conforme a análise do material apreendido e das informações coletadas pelos investigadores.