Costa Norte
Publicado em 24/10/2014, às 13h35 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h37
Por Claudio Coletti
Amanhã, domingo, 142 milhões de eleitores voltam às urnas para, no segundo turno, escolher entre a petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves, o presidente que vai comandar o Brasil a partir do dia 1° de janeiro de 2015, até dezembro de 2018. Os dois candidatos prometem um governo mais avançado, com ideias novas e modernas. Em catorze estados haverá também o segundo turno para eleição dos seus governadores. Nas outras 13 unidades federativas, a escolha do governador ocorreu no primeiro turno, já que o eleito conseguiu mais de 50% dos votos. A grande preocupação da Justiça Eleitoral e dos comandos das duas campanhas presidenciais é a anunciada abstenção, estimada em 22%. É um contingente muito grande de eleitores que poderá deixar de votar. Até as 21 horas de amanhã, domingo, o Tribunal Superior Eleitoral anunciará os resultados oficiais das duas eleições - presidencial e governadores. A Câmara dos Deputados e o Senado retomam suas atividades normais na próxima terça-feira, 28. O ritmo dos trabalhos dos deputados e senadores, que encerram seus mandatos no dia 31 de janeiro próximo, será ditado pelo presidente eleito. Se Dilma for reeleita, o cenário no Congresso Nacional pouco mudará, e será levado em banho-maria até o fim da legislatura. Já se o Aécio for eleito, deverá ser sustada a tramitação de todos os projetos que estão pautados para votação. A proposta do Orçamento da União para 2015 certamente terá sua discussão e votação influenciadas pelo novo governo. Os atuais 513 deputados, mais 27 senadores (um de cada estado), terminam seus mandatos em 31 de janeiro. Eles terão ainda seis semanas de trabalho legislativo. No dia 18 de dezembro, pela Constituição, entram em recesso parlamentar (férias) até fim de janeiro. No dia 1º de fevereiro, serão empossados os parlamentares eleitos em 5 de outubro. Foram quatro anos de conflitos sistemáticos entre o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Predominaram as votações de medidas provisórias e de projetos do Executivo. Dos 513 deputados, apenas 97 conseguiram ver projetos de suas autorias aprovados e transformados em lei.