Ministério Público Eleitoral articula medidas com partidos e o TSE, para reforçar controle de pré-candidatos e evitar a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral
Redação
Publicado em 29/06/2026, às 12h00
O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) prepara uma ofensiva para tentar impedir que o crime organizado influencie as eleições de 2026, por meio da infiltração de facções em candidaturas e estruturas partidárias.
A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional de monitoramento e prevenção contra o que autoridades chamam de risco de formação de uma “bancada do crime”. Segundo a apuração, o órgão pretende orientar partidos políticos a adotarem mecanismos internos mais rigorosos de controle sobre filiados e pré-candidatos.
A ideia é criar protocolos de integridade capazes de identificar possíveis vínculos com organizações criminosas antes do registro oficial das candidaturas. Entre as medidas sugeridas estão a exigência de certidões criminais em todas as instâncias da Justiça, além da análise de histórico social, financeiro e territorial dos pré-candidatos.
O objetivo é aumentar a checagem interna das legendas e reduzir o risco de que pessoas ligadas a facções consigam disputar cargos eletivos.
O MP Eleitoral também defende a criação de comissões internas de sindicância dentro dos partidos, responsáveis por avaliar a compatibilidade dos candidatos com critérios éticos e legais. Caso sejam encontrados indícios de ligação com o crime organizado, os partidos devem comunicar as autoridades eleitorais para abertura de investigação.
Por fim, o órgão reforça que pretende atuar em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para barrar candidaturas consideradas irregulares. A estratégia inclui o uso de redes de inteligência e troca de informações entre diferentes ramos do Ministério Público, para identificar e contestar registros suspeitos ainda na fase de pré-campanha.