Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para defender o Pix e contestar tarifas

Parlamentar discursa na terça-feira (7), no escritório do representante de Comércio norte-americano, contra a imposição de tarifa de 25%

Redação
Publicado em 03/07/2026, às 15h40

Flávio Bolsonaro apresenta defesa do sistema de pagamentos brasileiro em audiência nos Estados Unidos - Divulgação/Senado Federal


O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou que viajará aos Estados Unidos para participar de uma audiência pública do escritório do representante de Comércio dos EUA (USTR), marcada para a próxima terça-feira (7).

Segundo ele, o objetivo será defender o Pix e se posicionar contra a proposta de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, além de buscar uma solução negociada para as divergências comerciais entre os dois países. 

Flávio terá cinco minutos para discursar, durante a audiência, que também contará com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de entidades ligadas ao setor calçadista.



Antes da viagem, o senador encaminhou ao USTR um documento no qual afirma que eventuais sanções contra o Pix e a aplicação das tarifas prejudicariam tanto exportadores brasileiros quanto consumidores e investidores norte-americanos. 

No texto enviado às autoridades americanas, o parlamentar também defende a criação de um canal formal de negociação entre Brasil e Estados Unidos para discutir os temas da investigação comercial aberta pelo governo norte-americano, que inclui comércio digital, propriedade intelectual, etanol, desmatamento, corrupção e o sistema de pagamentos brasileiro.

Flávio sustenta ainda que o Pix deve continuar sendo uma infraestrutura pública nacional e argumenta que o sistema não representa concorrência desleal aos meios privados de pagamento. 



A audiência faz parte da consulta pública promovida pelo USTR, para avaliar a investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.

O governo brasileiro não participará do encontro e já apresentou sua posição oficialmente, pela qual contesta as críticas ao Pix e afirma que questões relacionadas ao sistema de pagamentos e a decisões do Supremo Tribunal Federal dizem respeito à política interna do Brasil, e não às relações comerciais entre os dois países.



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