Inclusão opcional de dados sobre orientação sexual e gênero atinge mais de metade dos concorrentes registrados na Justiça Eleitoral
Redação
Publicado em 22/08/2026, às 06h00
Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferecem, pela primeira vez em eleições gerais, visão detalhada sobre orientação sexual e identidade de gênero dos candidatos.
Dados divulgados pela Justiça Eleitoral indicam que, do total de 20.575 candidaturas registradas, 1,93% declara pertencimento ao grupo de bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais.
Candidatos transgêneros correspondem a 0,51% dos registros.
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Os dados integram o sistema de estatísticas de candidaturas do órgão, possuem caráter provisório e recebem atualizações constantes conforme o julgamento dos pedidos pelos juízes eleitorais.
Preenchimento opcional
A inserção do campo para orientação sexual teve início no pleito municipal de 2024. A medição ocorre agora em disputa geral para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital.
O preenchimento do formulário permanece opcional. Do total de concorrentes, 55,09% preferiram informar a orientação sexual, enquanto 44,91% deixaram o campo em branco. Já no quesito identidade de gênero, 57,75% apresentaram a informação e 42,25% optaram por não responder.
Entre os participantes que decidiram declarar a orientação sexual, o índice de pessoas LGBTQIAPN+ atinge 3,58%. Ao considerar a totalidade das 20.575 candidaturas do país, a proporção ajusta para 1,93%.
No grupo de postulantes que informaram a identidade de gênero, os declarados transgêneros somam 0,89%. O índice equivale a 0,51% ao calcular sobre o universo completo de concorrentes. A Justiça Eleitoral contabiliza 53 pessoas com uso de nome social no registro das candidaturas.