Costa Norte
Publicado em 20/03/2015, às 15h05 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h43
Por Claudio Coletti
A presidente Dilma Rousseff está à beira do abismo. Seu inferno político vem crescendo a partir das vozes das ruas, por todo país, clamarem por “Fora Dilma”, “Fora PT”. Na opinião de nove entre dez aliados da presidente no Congresso Nacional, o seu barco está naufragando. O auge da crise ocorreu na tarde de quarta-feira, 18. O ministro Cid Gomes, da Educação, foi à Câmara dos Deputados para se retratar de acusações, a mando da presidente. Mas ele fez o oposto. Reafirmou que na base do governo no Congresso Nacional, de 300 a 400 políticos são achacadores. E desafiou: “Partidos de situação têm o dever de ser situação. Ou, então, larguem o osso, saiam do governo”. O plenário da Câmara se transformou numa grande confusão, com trocas de xingamentos e acusações. A tensão foi às alturas no momento em que o ministro Cid Gomes, com dedo em riste apontado para o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disparou: “ É melhor ser chamado de mal-educado do que ser achacador, como o senhor, presidente.” O PMDB entrou em cena e colocou a presidente Dilma na parede: ou ela demitia o ministro da Educação ou o partido retiraria seu apoio ao governo. Menos de uma hora depois, o Palácio do Planalto anunciou a demissão de Cid Gomes. Ai foi o PT que entrou em cena: pediu a transferência do desgastado Aloísio Mercadante da chefia da Casa Civil para o Ministério da Educação. “Não aguentamos mais a arrogância de Mercadante”- disseram líderes petistas.