COLUNA Cláudio Coletti - edição 1218

Costa Norte
Publicado em 08/02/2013, às 14h35 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h14



DEPOIS DE 53 DIAS DE FÉRIAS, O CONGRESSO VAI VOTAR Deputados e senadores retomarão os trabalhos legislativos somente na próxima terça- feira (19). Depois de 40 dias de férias, eles retornaram à Brasília (DF) no início do mês, ficaram dois dias, elegeram as novas mesas diretoras da Câmara e do Senado, e colocaram o pé na estrada para um novo descanso com duração de 13 dias, por conta das folias do Rei Momo. Ao voltarem na terça (19), os parlamentares vão ter que cumprir uma tarefa que deixaram de lado no fim do ano passado por falta de consenso: a votação do Orçamento Geral da União de 2013. A oposição e um bom número de deputados governistas estão exigindo que esta votação esteja vinculada ao exame dos três mil vetos presidenciais que dormem nos escaninhos do Congresso Nacional, alguns deles há 12 anos. Sem o Orçamento aprovado, o Executivo está impedido de proceder o pagamento de contas que envolvem bilhões de reais, entre elas, os reajustes, a partir de janeiro, dos servidores federais e do Poder Judiciário. Quanto aos vetos, a ideia é votar em bloco a maioria deles, os que são consensuais. Mas o problema está nos vetos aos projetos de lei que tratam da distribuição dos royalties do petróleo, do novo Código Florestal, fator previdenciário e de matérias tributárias. A rejeição de qualquer um deles bate de frente com os interesses do Palácio do Planalto. Só depois de resolvidas essas duas questões é que os deputados e senadores vão poder partir para a votação de outros projetos. Na Câmara, oito medidas provisórias estão trancando a sua pauta. O Senado decidiu dar prioridade para a definição de novas regras do FPE (Funda de Participação dos Estados), para atender uma exigência imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

SUCESSÃO PRESIDENCIAL MICHEL TEMER - O ex-presidente Lula jogou mais uma bomba no cenário político nacional. Lançou a ideia do vice-presidente Michel Temer disputar o Governo de São Paulo, com o apoio do PT. Para a cúpula do PMDB, a iniciativa de Lula não passa de uma tentativa de rifar o nome de Temer da chapa da reeleição de Dilma Roussef, e em seu lugar colocar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB.

AÉCIO NEVES- Em maio, o senador mineiro Aécio Neves deverá ser eleito presidente do PSDB, o primeiro passo para a construção de sua candidatura à Presidência da República. Com o apoio do ex-presidente FHC, procura agora atrair para seu lado os tucanos paulistas. O maior empecilho é José Serra, que está sendo convencido para disputar o Senado em 2014. O governador de SP Geraldo Alckmin deixou de ser problema depois que declarou que vai disputar a reeleição. Aécio Neves já tem apoio declarado dos diretório de todos os Estados. Ele, no próximo dia 25, fará uma palestra na Convenção do PSDB paulista.



MARINA SILVA- Está tentando a criação de um novo partido, que sustentaria sua candidatura à presidência. O tempo, porém, está contra ela. As eleições de 2014 acontecerão em 05 de outubro. Pela Lei Eleitoral, para a participação desse pleito, os candidatos terão de estar filiado a um partido um ano antes, portanto, daqui a 07 meses e meio, Marina, assim, tem pouco tempo para viabilizar seu legenda. Políticos que a seguem apostam que ela acabará disputando o governo do Distrito Federal por um outro partido, ao qual se filiaria. Seu prestigio em Brasília é enorme: nas eleições de 2010, recebeu votação de 41% do eleitorado local deixando para trás os então candidatos Serra e Dilma Roussef.

DILMA ROUSSEF- A atual presidente Dilma Roussef já colocou o pé na estrada em busca da sua reeleição. Em janeiro, visitou o Piauí, Sergipe, Pará e Paraná. Os seus discursos e promessa foram no sentido da reafirmação de sua candidatura. Para este mês, estão programadas visitas a Alagoas, Pernambuco e Ceará.