Costa Norte
Publicado em 09/06/2012, às 04h35 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h02
Os trabalhos na Câmara dos Deputados e no Senado,em Brasília (DF), vão se desenvolver daqui para frente em ritmo de tartaruga. São vários os fatos que provocarão o esvaziamento do Congresso Nacional até o fim do ano. Projetos importantes e polêmicos, como o dos royalties do petróleo, só serão pautados para depois das eleições de outubro. Neste mês, a grande ausência será de deputados e senadores do Nordeste por conta das tradicionais festas juninas, que ganham importância nos anos de eleições. Outro evento que vai manter os parlamentares afastados de Brasília, neste mês, são as convenções partidárias para a escolha dos candidatos às prefeituras e Câmaras Municipais em todo o Brasil. Do dia 13 a 22, um grande número de deputados e senadores vai se deslocar para o Rio de Janeiro para participação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, com a presença de mais de 100 países. No 2º semestre de julho acontecerá o recesso parlamentar do meio do ano. O 1ºo semestre será ocupado pelos debates e votação da LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias) de 2013. Poderão acontecer ainda votações de matérias que consigam reunir consenso entre as lideranças dos partidos. E a partir de agosto até o fim de outubro, os parlamentares estarão com suas atenções voltadas para as campanhas eleitorais. Segundo uma tradição do Congresso, serão realizadas dois “esforços concentrados”, com duração de três dias cada, em agosto e setembro para o exame de projetos previamente acordados entre governo e oposição. Os trabalhos legislativos serão reativados de fato somente a partir de novembro, já que as eleições, em 2º turno, foram marcadas para 28 de outubro. O Congresso praticamente só vai ser lembrado por causa dos trabalhos da CPI do Cachoeira, com término previsto para dezembro, que serão levados para frente mesmo durante a campanha eleitoral.